Nas últimas semanas, a população portuguesa foi sujeita a uma mudança radical no seu dia-a-dia, devido à pandemia resultante do vírus SARS-CoV-2, causador da doença Covid-19. No seguimento da declaração de estado de emergência, foram adotadas um conjunto de medidas com o objetivo de conter a transmissão da doença, e, por conseguinte, implementado um dever geral de recolhimento domiciliário e a suspensão das atividades de comércio e retalho que não disponibilizem bens considerados essenciais.

A incerteza pairou e continuará a pairar. O futuro é incerto. Mas no meio de tanta incerteza, mantêm-se, inalteradas, algumas certezas. As luzes que nunca se apagam, continuam acesas. E os “anjos da noite e do dia”, que diariamente as abastecem, não descansam.

As farmácias comunitárias, os hospitais, os distribuidores farmacêuticos de serviço completo e a indústria farmacêutica, e outras tantas entidades e serviços de saúde, continuam a ser o garante de acesso à saúde da população. Estes pilares estruturais da nossa sociedade, para a nossa saúde e bem-estar, não desistem.

Capacidade de adaptação, tem sido a palavra de ordem. Ninguém estava preparado para este desafio. Mas a forma e rapidez como cada setor respondeu ao mesmo, ficará para a história. E a distribuição farmacêutica de serviço completo tem sido um exemplo.

Nas primeiras semanas do surto, assistimos a uma corrida às farmácias. O fluxo de encomendas ultrapassou, significativamente, a normalidade, mas as empresas associadas da ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos encetaram todos os esforços para manter a continuidade da sua atividade de abastecimento a todas as farmácias comunitárias em Portugal, garantindo o acesso da população a medicamentos, dispositivos médicos e tecnologias de saúde no geral. E conseguiram!

Através de planos de continuidade operacional e de contingência, adaptaram os seus recursos humanos e logísticos, visando, por um lado, contribuir para a mitigação do risco de contágio dos colaboradores e, por outro lado, garantir um fluxo diário de entregas adequado e uma gestão criteriosa dos seus stocks, para assegurar que as tecnologias de saúde chegam a todo o país.

Este foi um esforço alcançado, por vezes, através de operações a funcionar 24 horas por dia, com grande compromisso dos seus colaboradores e devido à resiliência das infraestruturas. Mas a missão foi cumprida. E o elo vital do circuito farmacêutico reforçou a sua vitalidade.

Mas nada será como dantes. E, como tal, não ficámos por aqui.

No atual contexto de pandemia, surgiu uma necessidade urgente. Assegurar a continuidade terapêutica das pessoas que vivem com doença, sem terem de se deslocar aos hospitais, minimizando, assim, o risco de contágio em pessoas muitas vezes já fragilizadas e inseridas nos grupos de risco da Covid-19.

Para dar resposta a esta situação, em articulação direta com as farmácias comunitárias e os hospitais, com o apoio das Ordens dos Farmacêuticos e dos Médicos, os distribuidores farmacêuticos de serviço completo, associados da ADIFA, têm vindo a assegurar a distribuição dos medicamentos hospitalares, através das mais de 700 viaturas e ao abrigo dos mais elevados padrões das boas práticas de distribuição, às farmácias comunitárias em todo o país, garantindo, de forma conjunta, um serviço de proximidade e altamente especializado.

Nas primeiras semanas da “Operação Luz Verde”, os distribuidores farmacêuticos de serviço completo contribuíram para que mais de 4500 pessoas que vivem com VIH, cancro, esclerose múltipla e outras doenças tivessem acesso à sua terapêutica, através da sua farmácia comunitária preferencial, evitando deslocações desnecessárias e contribuindo para a sua proteção. Desta forma, a população não é privada do acesso aos medicamentos de que necessita para o controlo das suas patologias.

Não há dias iguais. Mas há compromissos inabaláveis, nomeadamente o dos distribuidores farmacêuticos de serviço completo com a saúde pública da população e com as farmácias comunitárias, reforçando o verdadeiro serviço de interesse público que prestam diariamente.

O futuro é incerto. Mas há algo certo para a ADIFA: a inovação, capacidade de serviço, e o verdadeiro “serviço completo” dos distribuidores farmacêuticos não ficará por aqui.