Certamente que não é o aparecimento de umas Forças Armadas Europeias fortes na fronteira que levou Vladimir Putin a apoiar a iniciativa de Emmanuel Macron nesse sentido, mas o desejo de enfraquecer a Aliança Atlântica e os laços militares entre a União Europeia e os Estados Unidos.

“Em princípio, a Europa é uma formação económica potente, uma forte união económica e, em geral, é perfeitamente natural que eles (União Europeia) queiram ser independentes, auto-suficientes, soberanos na esfera da defesa e da segurança”, declarou o Presidente russo durante a sua passagem por Paris, onde participou nas cerimónias do fim da I Guerra Mundial, acrescentando que. “em geral, se trata de um processo positivo do ponto de vista do reforço da multipolaridade do mundo”.

À primeira vista pode parecer estranho que o dirigente de um país que se considera um “castelo cercado e acossado por inimigos” defenda o aparecimento de umas forças armadas fortes ao longo das suas fronteiras ocidentais, ou seja, daquelas que os militares russos consideram as mais sensíveis. A julgarmos pelo poderio económico, pelo número da população de ambos os lados e pelo desenvolvimento tecnológico, a Rússia teria de concorrer, se os membros da União Europeia tivessem os mesmos anseios e planos militaristas dos russos, com um adversário bem mais forte e poderosa do que ela.

Então o que leva Putin a apoiar uma iniciativa tão perigosa (do ponto de vista do Kremlin) para o seu país?

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