A fazer jus na mais recente sondagem do ISCTE para a SIC/Expresso, as eleições autárquicas em Almada irão decidir-se entre a actual presidente do município, Inês de Medeiros, que nesta sondagem recolhe 34% das intenções de voto, e a sua challenger Maria das Dores Meira, com 33% — a actual presidente da Câmara Municipal de Setúbal que, depois de 3 mandatos na cidade sadina, pretende manter-se como autarca, agora em Almada. Tão relevante como a aparente luta a dois para a vitória é o resultado fraquíssimo da coligação Almada Desenvolvida, constituída por PSD, CDS e PPM, com 11%, o mesmo resultado do BE, que apresenta Joana Mortágua. Chega e Iniciativa Liberal, que se apresentam pela primeira vez a eleições autárquicas, recolhem respectivamente 5 e 3% das intenções de voto.

Foi com satisfação que, na qualidade de coordenador-geral da IL em Almada e cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, recebi os resultados desta sondagem. Não deixa de ser um crescimento impressionante para um partido que neste concelho obteve 0,78% dos votos nas últimas eleições europeias de 2019. E estamos ainda a dois meses das autárquicas.

Enquanto o PSD tem apenas para mostrar o desempenho sofrível dos seus vereadores na CMA ao lado da presidente socialista Inês de Medeiros, abdicando assim de fazer verdadeira oposição e apresentar a sua visão para o concelho, a IL em Almada assume-se assim como a única oposição, uma oposição consistente e responsável, mas ao mesmo tempo inconformada, sobretudo inconformada com a estagnação económica e social a que este concelho tem sido votado nos últimos 40 anos e que a atual presidente não conseguiu contrariar.

Almada precisa de uma nova visão, uma nova força e uma energia renovada que a IL pretende trazer para estas eleições autárquicas — é assim que temos feito esta campanha, auscultando as necessidades das diferentes instituições e as ambições das pessoas, num contacto de proximidade.

O programa eleitoral que apresentaremos no próximo dia 25 de Julho incidirá essencialmente em três grandes eixos: oportunidades para todos, governação eficiente e desenvolvimento sustentável. Pretendemos pôr em prática uma redução ambiciosa da carga fiscal para famílias e empresas, nomeadamente no IMI, IRS municipal e derrama, para desta forma aumentar o rendimento das famílias e atrair empresas para o concelho. Num concelho onde a mobilidade é um dos seus problemas mais importantes, é incompreensível que o actual metro de superfície ainda não chegue à Costa de Caparica e que os utentes da Soflusa/Transtejo sofram sistematicamente com as greves dos seus trabalhadores, consequência da reversão da subconcessão feita por este governo para agradar a PCP e BE.

Do ponto de vista social, queremos um município que privilegie o envelhecimento ativo e o voluntariado sénior daqueles que ainda têm muito para dar. Propomos também criar o cheque-creche para que cada família tenha condições para colocar os seus filhos em creches e no pré-escolar e ao mesmo tempo vamos criar contratos-programa de modo a aumentar a oferta escolar dos 6 meses aos 5 anos.

Não nos resignamos a um concelho pobre, envelhecido e parado no tempo quando temos todas as condições para ser um dos mais desenvolvidos do país. Juntamos ambição e responsabilidade, estamos prontos para oferecer outro caminho a Almada.

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