1 Depois do Congresso mais participado da sua história, que elegeu Francisco Rodrigues dos Santos (FRS) em janeiro, o CDS teve no passado fim de semana, provavelmente, o mais participado Conselho Nacional de sempre. Com a novidade do formato online, respeitando os sacrifícios que são pedidos a todos os portugueses. Credenciaram-se 230 Conselheiros Nacionais, de todos os cantos do país. Durante 20 horas de reunião, cerca de 130 intervenções, todas as que se propuseram. Sobre o apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, a esmagadora maioria (mais de 70%) aprovou a proposta da Direção. Foi um exercício de democracia. Foi um exercício de liderança de FRS. Uma resposta que evidencia que o CDS está focado na sua reconstrução. Honrando a sua tradição institucionalista e muito longe do partido moribundo que alguns proclamam.

2 A atual Direção afirma-se coesa e ciente do mandato que o Congresso lhe confiou: afirmar o CDS, renovar protagonistas, dar espaço a uma nova geração e, sem excluir as anteriores, virar a página. Assume os reais condicionamentos operativos que herdou, agudizados por cinco estados de emergência e um confinamento de três meses, mas conta com um Secretário-Geral e a sua equipa, inexcedíveis na competência e dedicação da gestão desta travessia.

3 Ali, no Conselho Nacional, a sede própria de avaliação política interna, uma larga maioria dos conselheiros nacionais afirmou-se ciente das circunstâncias excecionais que acompanharam os primeiros tempos desta Direção. Valorizaram o trabalho que está a ser desenvolvido, apesar da herança difícil recebida. Um momento intenso, participado e livre, digno de um partido institucionalista como o nosso. No final, ficou claro que os que se assumem na comunicação social como porta-vozes de um partido fragmentado e adormecido invertem o jogo de forças interno e estão alheados da realidade do CDS.

4 Durante os próximos 11 meses, importantes momentos políticos convocam o CDS e seus apoiantes: eleições presidenciais, presidência de Portugal do Conselho da UE e eleições autárquicas. Não será tempo de olhar para trás. Não será tempo das sondagens erróneas, mas da verdade das urnas. A oportunidade de representar os que querem uma alternativa ao socialismo e de somar para esse feito. Os Açores abriram este novo ciclo político e mostraram como o papel do CDS pode ser incontornável para a mudança que o país precisa.

5 Projetar o CDS para o novo ciclo que se avizinha não é tarefa fácil, com um cenário político à direita mais exigente do que nunca. É o tempo de todos assumirem a responsabilidade partilhada de reconstruir a desilusão dos 4%, promovendo fora de portas aquilo que é bem feito pela Direção, pelo grupo parlamentar e pelos nossos autarcas. O partido precisa desse contributo. Todos no CDS sabem que é hora de convocar, de somar e de alargar. Na luta contra o socialismo, é muito mais o que nos une do que o que nos separa.

6 A nossa frente de batalha está lá fora: chama-se socialismo, crise, pobreza, desemprego. Negócios ruinosos como a TAP ou a venda do Novo Banco. O Estado à socialista: desorganizado, caro e ineficiente. Impostos a mais e liberdade para criar riqueza a menos. Políticas de família inexistentes e autismo aos demais desafios contemporâneos. O tempo não perdoará os políticos que se percam em politiquices em vez de olhar para o país. Todos somos poucos para o tamanho da tarefa que temos em mãos.

Unir esforços para que os portugueses voltem a acreditar no CDS, são votos para 2021!