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Estamos de volta com a Guerra Traduzida na Rádio Observador. Continuamos com a jornalista Diana Rosa, agora com os destaques da imprensa da Rússia. Diana, França está a investigar um petroleiro ligado à Rússia, já sancionado pela União Europeia por crimes considerados graves.

Informação adiantada pelo presidente francês, citado pelo Moscow Times. Emmanuel Macron não comenta, no entanto, se há uma ligação ou não deste petroleiro ao lançamento dos alegados drones russos que sobrevoaram a Dinamarca. As autoridades francesas abriram uma investigação sobre o Boracay, o navio com bandeira do Benim, ancorado na costa atlântica de França e que foi colocado na lista negra da União Europeia por fazer parte da frota paralela da Rússia, que viola as sanções. Aos jornalistas em Copenhaga, Macron diz que houve algumas ofensas muito graves cometidas por esta tripulação, que justificam o atual procedimento da Justiça. A imprensa internacional diz que o petroleiro tem sido usado para lançamento de drones sobre o território da NATO. O presidente francês recusa, para já, qualquer tipo de conclusões desse género. Diz que vai continuar muito cauteloso nessa matéria.

Seguimos com mais notícias. A Rússia impôs um novo limite à venda de combustível na Crimeia, península ucraniana ocupada.

Sergey Aksyonov, o chefe da Crimeia nomeado pelo Kremlin, anunciou que foram impostos limites mais rigorosos, é o que adianta a Ria Novosti. As autoridades russas da Crimeia afirmaram que a quantidade de combustível disponível por carro ou recipiente passou de 30 para 20 litros. As tensões vão permanecer durante algum tempo, diz o administrador da região. Há pouco combustível a chegar à península e as anteriores restrições revelaram-se insuficientes para combater a escassez.

Falamos agora do fornecimento do petróleo russo a países da União Europeia. O bloco comunitário quer cortar definitivamente todas as compras a Moscovo, mas o primeiro-ministro da Hungria reconhece que não tem outra alternativa.

Viktor Orbán diz que o fornecimento de petróleo proveniente da Rússia, através do oleoduto Druzhba, é de importância vital para Budapeste. Questionado sobre se os Estados Unidos pediram à Hungria para cessar as importações, Orbán responde que não, não foi feito esse pedido. Lembra que a Hungria é um país soberano e toma as próprias decisões, neste caso, no que toca à energia. Existe um oleoduto suplementar na Hungria, mas Orbán diz que não é tão relevante como o oleoduto da Rússia, que desempenha o principal papel num país que ainda por cima não tem saída para o mar. A Hungria, como dizia, continua a receber a maior parte do petróleo pela ramificação sul do oleoduto Druzhba, além de gás natural através do gasoduto TurkStream.

E o Kremlin afirma que são precisas mais armas de guerra para alcançar a paz. A presidência russa garante estar comprometida com o fortalecimento das Forças Armadas.

Notícia do Komsomolskaya Pravda. São as declarações de Dmitry Peskov em resposta ao secretário norte-americano da Defesa, que disse ontem num discurso na Virgínia que os Estados Unidos devem preparar-se para a guerra para garantir a paz. O porta-voz do Kremlin diz que concorda na íntegra com estas declarações e, por isso, a Rússia deve seguir o mesmo caminho para que consiga resolver todas as questões, incluindo a crise ucraniana, através de meios diplomáticos e políticos. Sobre um plano de paz para a Ucrânia, Dmitry Peskov admite que as negociações russo-ucranianas estão estagnadas, acusando Kiev de não ter pressa em continuar as negociações que começaram em Istambul neste verão.

E Diana, a imprensa russa dá também conta hoje de um grupo de unidades de elite das Forças Armadas Ucranianas que se rendeu na região de Pokrovsk.

Falamos da localidade de Krasnoarmeysk. A Rússia, citada pela TASS, diz que os soldados das Forças Armadas Ucranianas estão a receber assistência. Pertencem à unidade de elite ucraniana Scala. O grupo que se rendeu incluía muitos soldados recrutados à força, diz a Rússia. Houve outros militares que, não se rendendo, acabaram por ser mortos pelas forças russas.

É com esta notícia que fechamos mais um episódio de Guerra Traduzida, desta vez com destaque para a imprensa da Rússia, um programa da jornalista Diana Rosa. Eu sou o Rui Casanova e estamos de regresso amanhã para mais um episódio de Guerra Traduzida.