Natal

7 anúncios de Natal que ainda sabemos de cor

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As coisas vulgares que há na vida também deixam saudade. Há anúncios que ficam na história da gente. Sobretudo os que ficaram associados na nossa memória ao encanto do Natal para a criança que fomos.

«P'ró Natal, o meu presente eu quero que seja...»

Blogue Coisas do Século Passado

Dezembro é época alta no mercado publicitário, com as marcas a competirem por um lugar no pódio das emoções dos consumidores. Do velhote que finge morrer ao homem da lua, do pinguim Monty ao guarda-noturno Justino, não faltam histórias tocantes que enaltecem o valor da partilha – mesmo que não provoquem mais do que a partilha dos próprios vídeos nas redes sociais.

Recuando duas ou três décadas, no contexto da televisão portuguesa, encontramos reclames de produção bem mais simples, mas com grande potencial de disseminação na memória coletiva – porque, lá está, tínhamos acesso a muito menos canais e não havia box para saltarmos os intervalos. Por isso, é quase certo que se vai lembrar muito bem destes sete exemplos de publicidade da época. Viaje connosco aos Natais da sua infância e juventude, e divirta-se com estes anúncios retro virais.

Bom-Bokas

Acontece aos melhores. O Pai Natal deixou para a última hora a leitura das cartas com os pedidos das crianças, provavelmente a confiar num enorme stock de brinquedos comprados nos últimos saldos. Mas esqueceu-se que estava nos anos 80 e que os miúdos queriam era Bom-Bokas, as bolas de chocolate com recheio esponjoso de baunilha ou morango. Em vão bateu à porta da última loja com luz, porque recebeu do empregado a resposta que andou na boca de muitos nessa época: «Só há estas, são para mim!»

Os camiões da Coca-Cola

Pode ter ficado sem Bom-Bokas, mas nunca lhe vai faltar Coca-Cola. Ao contrário do que muitos pensam, não foi a marca americana a ter a ideia de representar o São Nicolau vestido de vermelho e com barbas brancas, mas é certamente a marca que mais dá ao Pai Natal a sensação de viver. A campanha em que os camiões luminosos anunciavam a época festiva («holidays are coming») foi uma das mais icónicas e faz agora 20 anos. Para assinalar a efeméride, há até uma turné de camiões no Reino Unido.

As boas festas da Sumol

No mercado nacional de refrigerantes, a Sumol prova que é possível fazer um anúncio simpático com muito pouco: uma lata e uma garrafa de Sumol, um dedo e um pouco de água são suficientes para desejar boas festas com um antepassado artesanal de emoji.

A Missa do Gallo

A marca de azeite de Abrantes foi a precursora de uma linguagem cinematográfica na publicidade nacional, com uma força que quase nos permitia cheirar o que víamos. O azeite propriamente dito só aparece no anúncio uns brevíssimos segundos, mas a imagem do pão que nele se molha mantém-se bem viva na memória há 20 anos.

A Leopoldina do Continente

Ela está aí para as curvas, agora também envolvida em causas solidárias com a Missão Sorriso. Mas talvez vos surpreenda que a Leopoldina já ande nisto há 22 anos. Foi em 1993 que a avestruz voadora nos deu pela primeira vez as boas-vindas ao seu «mundo encantado dos brinquedos», com a criançada de pijama a invadir o hipermercado. E nem a entrada em cena da Popota a fez tratar dos papéis da reforma.

Fantasias de Natal

É provavelmente o clássico dos clássicos da publicidade natalícia vintage. O avozinho guloso, que vai comendo as personagens da história que conta à neta, passou na televisão durante 18 anos consecutivos. A frase que ficou é da menina esperta, que não se deixa endrominar e manda o coelhinho «com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo». O anúncio teve direito a paródia n’O Tal Canal e num anúncio dos Gato Fedorento.

A Minha Agenda

Nos anos 80, podíamos estar a anos-luz da parafernália tecnológica do século XXI, mas já havia videojogos, carros telecomandados e bonecas para todas as bolsas. Vá-se lá saber porquê, acabávamos todos por pedir para o Natal… uma agenda! Ok, é verdade que tinha “jogos, magia, diário, receitas”, mas ainda assim, uma agenda?! A explicação estava provavelmente neste jingle orelhudo, repetido vezes sem conta nos intervalos da RTP. Quem não teve uma?

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