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“Alt-Right”. Quem são os radicais que Donald Trump leva para o poder

20 Novembro 2016829

Entre várias nomeações controversas, Trump escolheu Steve Bannon para seu braço-direito, marcando a entrada da "direita alternativa" no poder. O que é a alt-right e porque inspira medo a tanta gente?

Primeiro veio a surpresa: a eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos. Depois, nos últimos dias, veio a apreensão, com algumas nomeações controversas que vieram anular qualquer expectativa de que a Administração Trump poderia adaptar-se ao status quo. Mas nenhuma outra nomeação fez levantar mais sobrolhos do que a de Steve Bannon, até recentemente líder de um site noticioso que o próprio considerou “uma plataforma para a alt-right, a direita alternativa. Mas o que é isso da direita alternativa e quem são os radicais a quem Donald Trump está a abrir a porta do poder?

O Observador conversou sobre este movimento com um dos mais prestigiados especialistas em extremismo político dos EUA, Michael Barkun. Barkun é Professor Emérito da Universidade de Syracuse (escola Maxwell de Cidadania e Políticas Públicas) e diz que “é difícil definir a alt-right“. Até há quem questione se se trata, efetivamente, de um movimento político — Michael Barkun defende que “não é um movimento coerente e, certamente, não é organizado”. Mas “é um termo usado para descrever um grupo alargado de pessoas e ideias, ideias que existem algures entre a direita mais extrema e o conservadorismo mainstream”.

Alt-right é um chapéu que alberga muitas ideias, não necessariamente de forma homogénea”, diz Michael Barkun ao Observador. E que ideias são essas? “Falamos de pessoas que enfatizam a ideia de uma supremacia branca e de que os EUA são uma comunidade fundamentalmente anglo-saxónica; falamos de opositores militantes da imigração (seja da nova imigração, seja dos imigrantes que já estão no país); pessoas que associam a imigração diretamente ao crime”. Além disso, acrescenta, há uma parte de pessoas que se reveem no anti-semitismo — “não será uma parte muito grande, mas isso certamente existe” no movimento alt-right.

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Michael Barkun é Professor Emérito da Syracuse University e um especialista em extremismo político.

Sendo difícil definir, com precisão, o movimento alt-right, pelo menos numa questão todas as vertentes estão de acordo: não só os EUA mas, de certa forma, toda a sociedade Ocidental e de origem europeia e anglo-saxónica caíram numa espécie de “complexo de culpa branco” e estão a ficar atolados numa fixação com o “politicamente correto” que será a sua desgraça. Esta é a tese básica e, depois, existem diferentes estirpes mais ligadas ao anti-semitismo e ao alegado poder dos judeus na cultura e na economia ou, por exemplo, mais ligadas à medição de forças com o Islão — não só o chamado Islão radical, mas todo o Islão, que alguns acusam de ser uma sociedade patriarcal e de subjugação das mulheres.

“A internet está a ser, sem dúvida, um fator possibilitador da expansão deste movimento. Sem internet não haveria movimento alt-right, afirma Michael Barkun. É, em parte, no anonimato dos fóruns da internet que se propagam estas ideias que “têm estado fora do conservadorismo tradicional e mainstream“, acrescenta o especialista em extremismo político. Mas há muito que a alt-right saiu da clandestinidade: ainda no tempo de George W. Bush, mas, sobretudo, na era Obama, surgiram vários portais noticiosos e publicações online que conquistaram um legião de leitores empenhados. O site que conquistou mais notoriedade (e audiência) foi o Breitbart News, de Bannon.

O “veículo” Donald Trump

Steve Bannon, que vai para a Casa Branca mandar tanto quanto o sempre-poderoso chief of staff, foi um companheiro do polémico Andrew Breitbart, que morreu em 2012, de ataque cardíaco. Breitbart tornou-se uma voz incontornável da direita e ganhou notoriedade graças às críticas duras ao Partido Republicano, argumentando que este tinha caído nas malhas do establishment político e económico e já não era um partido para servir as pessoas (mas, sim, algumas pessoas).

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Andrew Breitbart (à esquerda) morreu em 2012, vítima de um súbito ataque cardíaco aos 43 anos. Steve Bannon pegou no testemunho e fundou o Breitbart News

Breitbart ganhou notoriedade ao longo da primeira década do século, fazendo portais de notícias online e participando em documentários como Michael Moore Odeia A America. Acabaria por morrer, subitamente, aos 43 anos e Bannon foi um dos que pegaram no testemunho. Poucos anos antes, Bannon tinha produzido e realizado, com a participação de Breitbart, um documentário sobre a carreira política de Sarah Palin, a governadora do Alasca que era uma estrela em ascensão e tinha acabado de ser convidada para vice-presidente na candidatura presidencial de John McCain, que perdeu para Obama em 2008.

Por falar em John McCain, um dos responsáveis pela sua campanha, John Weaver, foi um dos mais críticos da nomeação de Steve Bannon por parte de Donald Trump. E pediu aos jornais que, quando fizessem um perfil de Steve Bannon e das suas ligações ao alt-right, evitassem os rodeios. “Sejamos claros, aqui, senhores dos jornais. Parem de escrever Alt Right: estamos a falar da extrema-direita racista, anti-semita e fascista. Por favor, sejam claros e parem de normalizar“, escreveu John Weaver no Twitter.

Já a campanha de Trump ia longa, mais de um ano depois de ter começado e quando já se sabia que iria ser o nomeado republicano, e Bannon foi chamado para ser uma figura-chave da campanha. Antes disso, no início do ano, Donald Trump tinha dado à Breitbart News uma série de entrevistas exclusivas que ajudaram a que o site, nessa altura liderado por Steve Bannon, ganhasse notoriedade e audiências.

Pouco antes, a Bloomberg tinha feito um perfil de Steve Bannon chamando-lhe “o mais perigoso operacional político da América“, aludindo aos escritos mais controversos da sua Breitbart News, que está em expansão, alguns dos quais roçando o machismo chauvinista e o anti-semitismo. Um exemplo? “A solução para o assédio de mulheres na internet é simples: elas devem sair da internet”.

“Donald Trump fez uma escolha de tornar-se um veículo para a raiva de muita gente que acha que foi, de alguma forma, deixada para trás e está à procura de bodes expiatórios”, diz Michael Barkun ao Observador. Ainda assim, explica o Professor de Syracuse, “Trump, em si, não se pode considerar alguém intrinsecamente da alt-right. Não faço ideia como aconteceu esta aproximação, quem a promoveu, entre Trump e pessoas como Steve Bannon. Trump despediu muita gente ao longo da campanha e Steve Bannon apareceu tarde, numa terceira equipa de campanha”, recorda o académico.

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“‘Diversidade’ = genocídio branco”, pode ler-se no cartaz

A ideologia que Steve Bannon transporta para a Casa Branca, enquanto rosto da alt-right, tem, também, alguma relação com a teoria conspirativa do genocídio branco. Segundo esta teoria, a imigração em massa, a legalização do aborto, as iniciativas de integração e afirmação racial, as políticas que levam às baixas taxas de fertilidade, tudo isto são ferramentas para transformar os brancos nos EUA numa minoria, até à extinção.

Mas Steve Bannon já rejeitou, de viva voz, que a alt-right seja um movimento de racistas, mas sim de nacionalistas (defensores da “identidade norte-americana”, posto de outra forma). “Vamos lá ver, será que existem pessoas que são nacionalistas brancos que se sentem atraídas por algumas das filosofias da alt-right? Talvez. Será que há algumas pessoas que são anti-semitas que se sentem atraídas? Talvez. Talvez haja algumas pessoas homofóbicas que se sentem atraídas pela alt-right, okay? Mas isso é assim… há certos elementos da esquerda progressista e da extrema-esquerda que atraem certo tipo de elementos…”, justificou o novo conselheiro sénior de Donald Trump à publicação liberal Mother Jones.

No que diz respeito à religião, o facto de os miltantes da alt-right serem quase todos anti-muçulmanos não significa que os membros do movimento sejam cristãos. Na verdade, alguns dos principais rostos do movimento assumem-se como ateus ou agnósticos, ainda que admirem a cristandade por ter ajudado a unificar o continente europeu e por ter contribuído para a definição do que chama de “identidade europeia”. Alguns membros do movimento são declaradamente avessos ao cristianismo, mas também existem cristãos — ainda que tendencialmente abominem a chamada “direita religiosa”.

Quem são os principais rostos da alt-right, além de Bannon?

A National Public Radio (NPR) entrevistou recentemente Richard Spencer, um académico que emergiu como um dos principais ideólogos do movimento e cuja conta do Twitter foi, esta semana, suspensa. Spencer afirma mesmo ter sido o criador da expressão Alt(ernative) Right, que esteve na lista para possível palavra do ano em 2016 pelo Dicionário Oxford. Não é fácil perceber se Spencer foi, na realidade, o criador da expressão, mas uma coisa é certa: o site alternativeright.com é seu, e é lá que são publicados os artigos da e-revista RADIX, uma publicação que deve o nome à palavra latina que evoluiu para raiz e, também, para raça.

A palavra latina Radix, explica-se no site, “também nos deu a palavra radical, uma palavra que é, muitas vezes, mal utilizada”. Para os editores desta publicação, a palavra radical é regularmente usada como sinónimo de extremista, o que não é correto, dizem. “O radical, no verdadeiro sentido da palavra, é aquele que procura descobrir a origem de algo, a fonte de algo”, argumenta-se no alternativeright.com.

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Richard Spencer é o auto-proclamado criador do termo “alt-right”.

Na entrevista à NPR, Spencer congratulou-se pela vitória de Donald Trump: “Esta é a primeira vez que entrámos no mainstream, e não mais nos iremos embora“. Eis o objetivo de homens como Richard Spencer: “O ideal que eu tenho é o de existir um espaço seguro, efetivamente, para os europeus”, ou seja, os norte-americanos de origem “germânica, eslava, celta”. A América “seria um espaço para os americanos brancos”, explica Spencer.

O auto-proclamado ideólogo da alt-right assegura que não é contra as outras raças. É tudo uma questão de “identidade”, explica: “Eu respeito os identitários de outras raças e consigo, na realidade, entender-me com eles muito bem, de uma forma até que os conservadores tradicionais não conseguem”. Mas “identidades” diferentes devem viver separadas umas das outras, defende Spencer, caso contrário “nunca haverá paz — a História comprova-o“.

A jornalista da NPR questionou Spencer sobre uma situação prática: um grupo de pessoas, desconhecidas entre elas, de várias origens étnicas, sentadas numa carruagem do metro em Nova Iorque. As pessoas, neste exemplo, não estão a esfaquear-se, estão tranquilas no seu canto, a seguir com a sua vida. Não é isso “haver paz”? A resposta: “Sim, mas podemos mesmo dizer que essas pessoas gostam umas das outras? Podemos dizer que essas pessoas se amam umas às outras? Temos mesmo um sentimento de comunidade nessa carruagem de metro?”.

"Quando pensamos na imigração, temos de ir além de pensar na imigração ilegal. A imigração ilegal não é, nem de de perto, tão danosa como a imigração legal. Na imigração legal, as pessoas vêm para ficar, com os seus filhos e tal..."
Richard Spencer, entrevistado pela NPR

Outros ideólogos bem conhecidos do movimento alt-right são Jared Taylor e Paul Ramsey, este último um defensor do nacionalismo branco que aparece, por exemplo, num vídeo no Youtube a questionar se “Será Errado Não Sentir Tristeza Com O Holocausto?“. A tese de Ramsey é que há uma agenda política, alimentada pelo “domínio judeu” dos meios de comunicação e da indústria de entretenimento, para que as pessoas sintam mais “pena” dos seis milhões de judeus exterminados no Holocausto do que, por exemplo, dos 30 a 40 milhões que o imperador Genghis Kahn se orgulhava de ter matado.

“Acho que a agenda política por trás do empolamento do Holocausto é a de que se quer dizer às pessoas de sangue europeu: hey, se vocês querem ter nacionalismo e se querem proteger a vossa terra natal, é porque querem ser como os nacionalistas alemães, os nazis, e os nazis mataram seis milhões de judeus, e isso é mau e retorcido — e vocês não querem ser maus e retorcidos”. “A lógica é essa”, diz Paul Ramsey, com literatura sobre Hitler na prateleira por trás de si. Ramsey defende que “o nacionalismo, onde as pessoas têm as suas próprias terras, é uma das melhores formas de conseguir um mundo com a menor conflitualidade possível”.

A figura mais mediática da alt-right é, contudo, Milo Yiannopolous, figura de destaque do Breitbart News que foi permanentemente expulso do Twitter pelo conteúdo virulento das suas provocações e interpelações. Milo é, sem discussão possível, a figura mais excêntrica do movimento — é um incansável troll da Internet que ganhou notoriedade por procurar guerras com tudo e todos, sobretudo aqueles que identificava como mais suscetíveis de serem incomodados: minorias étnicas, ateus, feministas, etc.

O nome não é fácil de soletrar e memorizar, mas faça um esforço: é muito provável que continue a ouvir falar neste britânico gay obcecado com a liberdade de expressão e com a destruição das barreiras que se tentam impor na alegada proteção das “sensibilidades”. O “Dangerous Faggot” (maricas perigoso) faz, frequentemente, tours de palestras por faculdades norte-americanas em que fala com um estilo que faz parecer um sketch humorístico até que se percebe que está mesmo a falar a sério. E, na verdade, percebe-se rapidamente que está a falar a sério.

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Milo Yiannopoulos foi expulso da rede social Twitter

Yiannopoulos considera-se um “sociopata autista” e “o Jon Stewart da direita”, rejeita ser conduzido por mulheres taxistas porque diz que está comprovado cientificamente que as mulheres são menos aptas em inteligência espacial, como também os asiáticos: “Por trás de cada piada racista há um facto científico”, afirmava, no perfil que a Bloomberg fez deste jovem de ascendência judia.

Fala a mil à hora, com sotaque britânico, com uma postura que se confunde com altivez — mas Milo quer, mesmo, falar para as pessoas e fazer passar a sua mensagem. Ao contrário de outras figuras da alt-right, Yiannopoulos recusa a ideia de que se quer uma “supremacia branca”, mas sim uma “identidade ocidental”, que se importa com os valores ocidentais de liberdade, da igualdade. E recusa qualquer rótulo de racista — “quase todos os meus namorados são negros”, atira.

A postura e atitude de Yiannopoulos pode ser excêntrica e extrema, mas outras estirpes do movimento assumem posições bem mais extremas. Um europeu, Yiannopoulos diz que não se interessa “nada por política”, apenas no combate a uma esquerda progressista que, na sua opinião, vai ser a ruína do Ocidente. É um fortíssimo crítico do movimento feminista e considera a tese da discrepância salarial entre homens e mulheres “um mito”. Considera-se, também, um conservador da “identidade europeia” e lamenta que cidades como Londres se tenham desfigurado completamente, na sua opinião, devido à entrada de imigrantes.

Londres e, de certo modo, a Europa, já são um “caso perdido”, segundo Yiannapoulos, que pede aos EUA que não sigam o mesmo caminho. A Alemanha tornou-se uma “balbúrdia” com a entrada de milhões de imigrantes e em Londres, diz Yiannopoulos, “temos um mayor de origem muçulmana (Sadiq Khan) que não se importa de estar a fazer um discurso público havendo mulheres com a cara tapada no fundo da plateia”. Sendo homossexual, Yiannopoulos recusa ser “subjugado por um islamismo que quer tornar o meu estilo de vida e a minha sexualidade ilegais“.

Foi Milo Yiannopoulos que escreveu, em março, o Guia da Alt-Right para um Conservador do Establishment (link para o inglês original). Nesse longo texto, lê-se, por exemplo, que “os intelectuais da alt-right defendem que a cultura é inseparável da raça. A alt-right acredita que algum grau de separação entre os povos é necessário para que as culturas se preservem”.

ORLANDO, FL - JUNE 15: Milo Yiannopoulos, a conservative columnist and internet personality, holds a press conference down the street from the Pulse Nightclub, June 15, 2016 in Orlando, Florida. Yiannopoulos was briefly banned from Twitter on Wednesday. The shooting at Pulse Nightclub, which killed 49 people and injured 53, is the worst mass-shooting event in American history. (Photo by Drew Angerer/Getty Images)

Após o massacre de 50 pessoas num bar gay em Orlando, Florida, Milo Yiannopoulos deu uma conferência de imprensa pela liberdade sexual, algo que, na sua visão, os muçulmanos querem que acabe (Foto: Getty Images)

A alt-right, argumenta o britânico, é uma ideologia apoiada por “jovens, cheios de energia”. Há quem diga que a “rebeldia” que leva estes jovens para a alt-right é a mesma que levou muitos jovens da “geração Woodstock” para a esquerda, num desafio à ideologia conservadora prevalencente na altura (anos 50, nos EUA). Agora, o inimigo é a chamada esquerda progressista e o politicamente correto, é o “não se poder dizer nada sem ofender alguém”.

E o politicamente correto faz vítimas reais, argumentam, lembrando o caso de Rotherham, no Reino Unido, onde houve uma série de violações de jovens por parte de grupos paquistaneses. Este caso, revelado em 2012 por uma investigação do The Times, tornou-se uma bandeira da alt-right porque um relatório do Ministério da Administração Interna criticou as forças de segurança e o poder local de Rotherham por encobrirem o caso, com receio de serem rotulados de racistas. O caso conheceu desenvolvimentos recentes, com oito homens muçulmanos condenados por ligação a uma rede de crimes sexuais, no que a polícia local tratou, inicialmente, como casos isolados.

“Um momento de despertar”

Neste sábado, deu-se a celebração. Centenas de apoiantes de Donald Trump que se consideram membros do movimento alt-right festejaram a vitória do milionário nas eleições presidenciais durante uma conferência em Washington que juntou várias centenas de militantes. O encontro, conta o The New York Times, concentrou-se a três quarteirões de distância da Casa Branca. “Tem sido um momento de despertar“, afirmou Richard Spencer, acrescentando que “é assim que se vê que somos um movimento bem sucedido”.

“A campanha de Donald Trump foi o primeiro passo no sentido de uma política defensora da identidade, nos EUA”, afirmou Richard Spencer, que, além de mentor do alternativeright.com e da revista RADIX é presidente de uma organização chamada National Policy Institute. Numa conferência de imprensa, Spencer disse que Trump e o movimento alt right “partilham uma ligação psíquica, uma ligação profunda com Donald Trump, de uma forma que não sentimos com a maioria dos republicanos”.

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