Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Luís Filipe Menezes diz que se deve apreciar a “estabilidade” dentro de um partido com aspirações a governar o país e aponta não ser bom sinal, num partido como o PS, surgir uma “cavalgada de divisões internas profundas”. Para o ex- líder do PSD a candidatura de António Costa vem “ressuscitar uma anterior maioria”, na sua opinião principal responsável pela crise.

“Como militante do PSD não tenho qualquer tipo de receio de enfrentar daqui a um ano e tal qualquer tipo de líder do PS e é importante que certos mitos caiam e se houvesse mais debate esses mitos nem existiam” disse o ex-autarca de Vila Nova de Gaia, criticando a percepção da imagem pública de António Costa. No Conselho Nacional, Luís Filipe Menezes salientou que há indicações do partido para não se falar das disputas do PS, mas ele, sendo “um outsider” considera que a situação necessita de um comentário.

O ex-líder disse ainda que Costa gere a câmara mais endividada do país – uma dívida que diz só não ser pior porque o Governo se comprometeu a assumir uma parte da mesma -, com mais “do dobro” dos funcionários do que as maiores câmaras do país, indicando que “não é este tipo de rigor que nós precisamos para a vida portuguesa”. Menezes chegou já depois de Passos Coelho ter falado e o ambiente na sala era animado, apesar do ex-autarca apontar que os resultados das eleições “não podem satisfazer o partido”, embora haja sempre uma certa “bizarria” novo nas europeias.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR