Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Roberta Medina faz um balanço positivo, não só da sexta edição do Rock in Rio Lisboa, mas dos dez anos de presença do festival em Portugal. “Passámos ontem a barreira dos dois milhões de espetadores e o feedback que temos é positivo, o público gostou das nossas atividades e das dos patrocinadores”, disse ao Observador. Os planos para expandir o evento também continuam em andamento.

Em dez anos, a máquina que se instala no Parque da Bela Vista ficou oleada. O único aspeto que a vice-presidente do Rock in Rio identificou como estando a precisar de melhoria é a gestão da fila para as casas de banho. “No horário de intervalo do show, as casas de banho femininas têm uma grande fila, sobretudo junto ao bosque perto da entrada, ao mesmo tempo que a outra, depois da casa em ruínas, não está com muita utilização”.

O fundador do festival, Roberto Medina, já tinha anunciado que quer levar a “cidade do rock” à Ásia e ao Médio Oriente, depois de, em maio de 2015, chegar aos Estados Unidos da América, a Las Vegas. Ao Observador, Roberta Medina disse que estavam a acontecer “conversas com Berlim”, na Alemanha, mas ainda nada está definido.

Para já, certezas europeias só Madrid e Lisboa, que já tem confirmadas as edições de 2016 e 2018, “sempre na segunda quinzena de maio”, disse Roberta Medina, explicando que as datas exatas ainda não estão definidas.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O Rock in Rio chegou a Lisboa em 2004, em plena euforia do campeonato europeu de futebol, e sobreviveu à crise. Tanto que 2012 foi, até agora, o ano com mais público: 353 mil pessoas, números da organização. Os números de 2014 não andam muito longe, mas não chegam para superar o recorde de há dois anos. Nem com a enchente verificada durante o concerto dos Rolling Stones. Até domingo à tarde, a organização contava 265 mil pessoas no total dos cinco dias. Já de madrugada, o número final anunciado fixou-se nos 345 mil.

Mas há um aspeto em que 2012 perde para a edição deste ano. Em 2014, 8% da bilheteira foi vendida a estrangeiros, quando há dois anos esse número tinha sido de 5%. “Metade desses bilhetes foi para Espanha, depois Alemanha, Reino Unido, França e Brasil”, contou Roberta Medina.

Ida ao Rock in Rio pode custar 400 euros

Com uma componente de diversão forte, são muitas as famílias completas que decidem passar um dia ao Rock in Rio. Vêm de todo o país e até do estrangeiro. Para além dos bilhetes, a 61 euros cada um (69 no caso de dia 29 de maio), há mais despesas a ter em conta.

Caso se desloque de carro a partir do Porto, uma família de dois adultos e duas crianças pode gastar cerca de 60 euros em gasolina mais 43 euros de portagens, ida e volta. Supondo que só sai de casa após o almoço e que leva lanche, só terá despesas com o jantar no festival. Entre as várias opções de comida rápida, se escolher o menu mais barato de hambúrguer, batatas fritas e bebida irá gastar oito euros por cada membro. A multiplicar por quatro, são 32 euros.

Supondo que a família decide regressar de madrugada para casa e não tem despesas com alojamento, a ida ao Rock in Rio Lisboa para esta família de quatro pessoas teria custado 379 euros, soma que subiria para 411 euros se tivesse escolhido o dia do concerto dos Rolling Stones, que teve bilhetes mais caros.

Curiosidades:

  • 23.000 pessoas andaram na Roda Gigante.
  • 3.000 deslizaram no Slide
  • 450 voluntários ajudaram na organização
  • 20 tatuagens foram feitas no recinto por Ami James, o famoso tatuador do programa “Miami Ink”