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Os socialistas estão esta noite reunidos na sede no Largo do Rato para decidirem se o partido vai ou não a eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro. O processo pode ser demorado, o que não agrada a alguns apoiantes de António Costa. O próprio, à entrada para a reunião, disse apenas aos jornalistas: “Quanto mais rápido, melhor”. António José Seguro vai levar a votos na comissão política uma proposta de realização de eleições primárias, precedidas por congressos nas federações distritais. A preparação do processo pode demorar alguns meses, o que leva alguns socialistas a defender uma solução mais rápida,

À entrada para a reunião, o ex-presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, considerou que este é o momento de o PS resolver a crise interna “de forma clarificadora” uma vez que é necessário “reunificar” o PS. César, apoiante de António Costa, espera que as primárias se realizem “rapidamente”, considerando que Portugal “não pode esperar tanto tempo”, quando questionado se é possível o PS só escolher o candidato a primeiro-ministro – que levaria por arrasto a liderança do partido para o verão.

Além de César, também o deputado e dirigente socialista, Vieira da Silva, considerou que as eleições diretas, em congresso, para a escolha do líder do partido seria um processo “mais rápido, sereno, mas também mais ponderado e cuidadoso”, do que as eleições primárias pretendidas por Seguro.

Do lado de António José Seguro, apenas Eurico Brilhante Dias falou à entrada. O dirigente socialista e membro do secretariado lembrou que “infelizmente” o PS está mergulhado numa crise “causada pelo dr António Costa”, mas que, caso se coloque a questão de o país seguir para eleições antecipadas, na sequência da crise provocada por mais um chumbo do Tribunal Constitucional, “o PS tem um secretário-geral eleito”.

 

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