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O fim de semana que se seguiu ao feriado do 4 de julho, que assinala o Dia da Independência nos Estados Unidos da América, foi muito violento em Chicago. Sábado e domingo foram registados diversos tiroteios nas zonas sul e oeste da cidade. Ainda não existem números oficiais mas o Chicago Tribune estima que mais de 80 pessoas tenham ficado feridas e que 14 tenham morrido.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira de manhã o Superintendente da Polícia de Chicago considerou “inaceitável” esta onda de violência. “Os agentes não gostam de usar uma arma no decurso do seu trabalho. Mas quando se deparam com confrontos, devem fazer o que é melhor para se protegerem a si mesmos e à população”, disse Garry McCarthy, citado pela Reuters. “Está tudo relacionado com armas. Demasiadas armas a entrar, poucas punições a serem dadas”, acrescentou.

O Chicago Tribune refere que, numa tentativa de contenção de violência, patrulhas das forças especiais SWAT e equipas da polícia armadas com espingardas percorreram as ruas. De acordo com diversos relatos de testemunhas ao jornal, em alguns dos tiroteios foram apontadas armas às cabeças das vítimas, momentos antes de serem mortas.

O Mayor de Chicago, Rahm Emanuel, emitiu um comunicado esta segunda-feira à tarde, onde é possível ler que “o número de feridos e mortos que se registaram durante este fim de semana é simplesmente inaceitável”. Para Rahm Emanuel “a solução não pode incluir apenas polícia, apesar de nos esforçarmos no que diz respeito ao reforço dos agentes policiais”.

Depois de, em 2013, Chicago ter registado 2185 vítimas de tiroteio, tem sido posta em prática uma estratégia de combate à violência. De modo a diminuir a taxa de homicídios na cidade, a polícia tem enviado equipas compostas por centenas de agentes para as zonas mais problemáticas e os funcionários do governo têm trabalhado diretamente com os líderes das comunidades. “Continuaremos com esta estratégia, serão destacados mais agentes para as ruas durante o verão, de modo a interagirem proativamente em conflitos entre gangues e para lidarem diretamente com os líderes das comunidades”, explicou o Superintendente da Polícia de Chicago.

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