Os principais responsáveis das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk foram adicionados, esta sexta-feira, pela União Europeia (UE) à lista das personalidades ucranianas pró-russas alvo de sanções pela sua implicação no conflito ucraniano.

Alexandre Borodai, “primeiro-ministro da República Popular de Donetsk (RPD)”, chefe da região separatista pró-russa no Este, é a principal personalidade entre os 11 nomes adicionados à lista e divulgados pelo jornal oficial da UE.

A decisão de adicionar esses nomes foi formalizada na sexta-feira pelos embaixadores dos 28 países da UE em Bruxelas.

Essas personalidades vão juntar-se aos 61 responsáveis russos ou ucranianos pró-russos já alvo de sanções com o congelamento de bens na UE ou a interdição de vistos “por terem cometido atos que comprometem a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia”.

Além de Borodai, constam também da lista o “ministro da Segurança” da RPD, Alexandre Khodakovski, o “vice-primeiro-ministro” Alexandre Aleksandrovich e o “ministro da Informação”, Alexandre Khriakov, que é também apresentado como o “responsável das atividades de propaganda pró-separatista” em Donetsk.

A UE decidiu também aplicar sanções ao “presidente do Conselho Supremo da República Popular de Lugansk”, Alexei Kariakine, e aos “ministros” do Interior e da Defesa daquela cidade do Este da Ucrânia.

A lista compreende ainda Nikolai Kozitsine, apresentado como “o comandante das forças” acusadas de combater “contra as forças governamentais ucranianas”, segundo a UE.

Também o Governo canadiano decidiu aplicar uma nova série de sanções económicas e interdições de viajar a 14 responsáveis ucranianos pró-russos, indicou um comunicado do primeiro-ministro, Stephen Harper.

“A ocupação ilegal pela Rússia da península da Crimeia, na Ucrânia, e a sua atividade militar provocatória continuam a preocupar seriamente o Canadá e a comunidade internacional”, indicou Stephen Harper.

As sanções económicas e as interdições de viajar foram tomadas contra “14 indivíduos que tomaram medidas violentas para minar a soberania ucraniana e violar a integridade territorial da Ucrânia”, segundo o comunicado.