Um nova central fotovoltaica, inaugurada nesta quarta-feira em Montemor-o-Velho, permite produzir energia equivalente ao consumo médio de cerca de 1.300 famílias e representa um investimento de cinco milhões de euros, disse fonte do grupo empresarial promotor do projeto. Detida pelo grupo Hypesolar Fotovoltaica, a central possui 7.500 painéis solares, rotativos e automatizados, e está localizada num terreno de 10,5 hectares, a sul da povoação de Santo Varão, na margem esquerda do rio Mondego, a 10 quilómetros de Montemor-o-Velho e a 22 quilómetros de Coimbra.

“Os painéis fazem uma rotação de nascente para poente, estão sempre a acompanhar o sol”, disse aos jornalistas Miguel Gonçalves Ferreira, gestor do projeto da central. A energia produzida pelos painéis, com uma capacidade instalada de 2 megawatts (MW), é convertida na central de baixa para média tensão, com recurso a equipamentos apelidados de inversores e depois injetada na rede da EDP, explicou.

Já Pedro Bastos Rezende, presidente da Hyperion, um das quatro empresas acionistas da Hypesolar Fotovoltaica (grupo que possui capitais portugueses e espanhóis) fez o historial do investimento em Montemor-o-Velho, referindo que “não foi sem dificuldade” que ele se concretizou, depois de a empresa ter ganho seis licenças de 2 MW no concurso realizado em 2010, três aplicadas em Coruche, duas em Loures e a restante no Baixo Mondego.

“Este investimento estava pensado para ser feito com o apoio dos bancos”, frisou, realçando que a situação de crise financeira que assolou o país inviabilizou essa hipótese. Bastos Rezende disse ainda que a nova central fotovoltaica “vai ajudar a reduzir as necessidades [portuguesas] de importação de energia”.

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Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, sustentou a “honra” da instalação da central no município a que preside, frisando que se trata de um investimento “em energia do futuro”. “Sou um autarca preocupado com a eficiência energética e as questões ambientais”, afirmou Emílio Torrão, acrescentando que o convite aos autarcas locais para a cerimónia “é um claro sinal de que a empresa se quer inserir na comunidade”.

Segundo dados do promotor, a instalação da central fotovoltaica envolveu 106 colaboradores de 22 empresas, num total de 11.500 horas de trabalho.