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Um casal britânico planeava viajar no avião da Malaysia Airlines que foi abatido na Ucrânia, mas escapou ao acidente pois não havia lugares suficientes para ele e para o seu filho, ainda bebé, levando-os a viajar mais tarde pela companhia KLM Royal Dutch Airlines.

O casal, Barry e Izzy Sim, que, segundo o The Telegraph, costumava viajar na Malaysia Airlines, afirmou ter ficado em choque, apático, depois de ouvir a notícia do desastre aéreo e de saber que cerca de 10 dos 298 passageiros eram britânicos.

Barry contou que ficou doente, “com um aperto no estômago, aquela sensação de ter borboletas, e o coração começou a bater muito depressa.” A sua mulher, Izzy Sim, pensou: “Só pode ter sido algo superior a nós que nos protegeu e impediu, por algum motivo, de viajar naquele avião”.

Até ao momento estão identificadas 23 pessoas de nacionalidade americana e quatro de nacionalidade francesa. Entre as imagens que chegam do local onde o avião caiu, um campo perto da cidade de Grabovo, na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, uma zona ocupada por pró-separatistas russos, algumas mostram passaportes espalhados por entre os destroços, um deles pertencente a uma rapariga holandesa de 13 anos.

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Já o passageiro holandês que colocou uma fotografia no Facebook do avião com a legenda “se o avião desaparecer, é assim que ele é” ia de férias para Kuala Lumpur e as mensagens dos amigos a desejar boas férias transformaram-se em mensagens de condolências: “Descansa em paz” é a mensagem mais vezes repetida.