Morreram mais holandeses no voo MH17 do que norte-americanos na tragédia de 11 de setembro de 2001, avança a imprensa internacional.

Até ao momento, foi confirmado que 189 holandeses perderam a vida esta quinta-feira no espaço aéreo ucraniano, quando o avião da Malaysia Airlines voava de Amesterdão para Kuala Lumpur. Às 14h15, o avião desapareceu dos radares.

O número de holandeses a bordo representa 0,0011% das 16,8 milhões de pessoas que vivem na Holanda. Apesar de o número de mortes de cidadãos norte-americanos no ataque de 11 de setembro ser maior – morreram 2.624 pessoas – a proporção face à população total do país é menor. Os ataques suicidas da organização islâmica Al-Qaeda contra os Estados Unidos da América mataram 0,0009% da população norte-americana, que contava cerca de 285 milhões de pessoas em 2001.

Enquanto prosseguem as operações para retirar os corpos do local da queda do avião, foram já confirmadas as mortes de 189 holandeses, 44 malaios, que incluem 15 tripulantes, 28 australianos, 12 indonésios, 9 britânicos, 4 alemães, 4 belgas, 3 filipinos, um canadiano, um neo-zelandês, um chinês e um israelita, confirmou ao Observador a Embaixada de Israel em Lisboa.

O voo MH17 caíu na autoproclamada República Popular de Donetskao e não há registo de portugueses a bordo. Mais de 100 pessoas que morreram na tragédia desta quinta-feira eram investigadores na área da SIDA, que viajavam para a conferência anual de luta contra a doença em Melbourne, na Austrália.

*O título inicial desta notícia foi alterado por sugestão dos leitores e por induzi-los em erro.