Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O rácio de capital do Banco Espírito Santo (BES) no final de junho era de apenas 5%, abaixo do mínimo de 7% exigido pelo Banco de Portugal, indicou hoje o BES, com os prejuízos recorde a tirarem uma grande parcela ao rácio de capital do banco.

O BES comunicou hoje ao mercado os resultados do segundo trimestre, contabilizando um prejuízo nos primeiros seis meses de 3,58 mil milhões de euros, dos quais 3,49 mil milhões de euros dizem respeito a prejuízos imputados apenas ao período entre abril e junho.

O resultado no capital do banco é considerável: segundo o próprio BES, o Common Equity Tier era superior em em março deste ano ao exigido em 2,1 mil milhões de euros, e apenas três meses passou para 5%.

Para agravar esta situação, o mínimo exigido pelo Banco de Portugal de rácio de capital CET 1 é de 7%, e o BCE está prestes a efetuar testes de ‘stress’ ao banco no âmbito do início do mecanismo único de supervisão.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Há apenas 20 dias, o BES mandava uma comunicação ao mercado para acalmar os investidores, detalhando a sua exposição ao Grupo Espírito Santo (GES), onde dizia que tinha mais 2,1 mil milhões de euros de capital que o mínimo exigido pelo Banco de Portugal, no final de março.

“O Banco Espírito Santo detinha em 31 de março de 2014, em base consolidada e considerando o montante do aumento de capital realizado em Junho, um buffer de capital de 2.1 mil milhões de euros acima do rácio mínimo regulamentar Common Equity Tier I (8%)”, dizia o banco.