O BES poderá ser obrigado a fazer um aumento de capital até quatro mil milhões de euros, noticiou esta quinta-feira a Bloomberg, com base em cálculos de analistas.

“O BES poderá precisar de fazer um aumento de capital até quatro mil milhões de euros, depois de ter apresentado [na quarta-feira] um prejuízo recorde de 3,6 mil milhões de euros, segundo cálculos dos analistas”, noticiou a agência Bloomberg.

O Citigroup, por seu lado, estima que o BES precise de aumentar o seu capital entre 1,4 e 2,4 mil milhões de euros para subir o rácio de capital dos atuais 5% para 9%. O banco de investimento norte-americano avança que a situação do Banco Espírito Santo Angola (BESA) pode ser determinante para a recapitalização do BES.

A reação surgiu depois da divulgação dos prejuízos de 3,57 mil milhões de euros, comunicados pelo banco na quarta-feira à noite, e do facto de o Racio Common Equitiy Tier 1 se encontrar abaixo dos 7% exigidos, no mínimo, pelo Banco de Portugal (BdP). Pouco tempo depois da apresentação de resultados, o novo presidente do BES disse, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que existem “potenciais interessados em tomar participações significativas”.

O Citigroup questiona se será necessária intervenção do Estado e adianta que o apoio público, a “um custo razoável”, poderia ser mais favorável aos já acionistas do banco.

Uma eventual intervenção do Estado, danos relacionados com a reputação do banco, o financiamento do BESA, a garantia do Estado angolano e as perdas que ainda podem estar por descobrir são os riscos com que o BES se depara agora, segundo o Citigroup.