Pelo menos 32 pessoas morreram na sequência de deslizamentos de terras provocados por chuvas torrenciais em Hiroshima, no sudoeste do Japão, onde nove pessoas continuam desaparecidas, segundo o mais recente balanço oficial.

“Trata-se de chuvas inéditas e um desastre de grande dimensão”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que interrompeu as suas férias.

As equipas de salvamento prosseguem com as operações de busca pelas pessoas dadas como desaparecidas na sequência dos deslizamentos de terras que surpreenderam os moradores da região durante a madrugada, deixando soterradas inúmeras casas.

Entre as vítimas figura um dos membros das equipas de resgate, de 53 anos, que morreu na sequência de um deslizamento de terras registado depois de colocar a salvo cinco pessoas.

Cerca de 630 homens foram destacados para o local do sinistro, segundo o ministro da tutela, Keiji Furuya, que dever-se-á deslocar ainda hoje à região onde as equipas de salvamento e resgate prosseguem com as operações sob duras circunstâncias.

Os danos, que atravessaram vários bairros de Hiroshima, estendem-se ao longo de 20 quilómetros.