“As minhas últimas palavras? Talvez sejam: ‘Mas era uma piada. Baixe a arma! Era uma piada! Arrgh!'”, dizia com humor Joan Rivers à Esquire, em 2007. Não foram. A comediante mordaz, atriz e apresentadora de televisão norte-americana Joan Rivers morreu esta quinta-feira em Nova Iorque, aos 81 anos.

Desde 28 de agosto que a atriz estava internada no hospital nova-iorquino de Mount Sinai, inconsciente, após paragens respiratórias e cardíacas durante uma operação às cordas vocais. O anúncio da morte de Joan Rivers foi feito esta quinta-feira pela filha. “Ela morreu em paz às 13h17 rodeada pela família e pelos amigos íntimos”, disse em comunicado citado por vários meios de comunicação internacionais.

Além de lançar livros e de fazer apresentações de stand-up comedy, nos últimos anos Joan Rivers era um rosto bem presente da televisão americana, sobretudo pelo programa “Fashion Police”. Mas o sucesso chegou em 1965, no “The Tonight Show” apresentado por Johnny Carson. Tempos onde os rostos femininos eram muito raros no mundo da comédia.

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Em 2012, Joan Rivers publicou um artigo no Hollywood Reporter onde conta porque é que Johnny Carson nunca mais lhe falou. Figura controversa, conhecida também pelas dezenas de operações plásticas que fez, excêntrica e politicamente incorreta. A sua longa vida pode ser recordada no documentário “Joan Rivers: a piece of work”, lançado em 2010.

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