O ex-presidente do BES e do Novo Banco, Vítor Bento, recusou a chamada dos deputados para ir ao Parlamento para explicar a sua saída do Novo Banco, pouco mais de um mês depois de este ter sido criado. Os deputados foram informados esta sexta-feira que Vítor Bento transmitiu ao Parlamento a sua indisponibilidade para ser ouvido na Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), depois de ter sido convidado oralmente pelo PS.
O ex-presidente do Novo Banco transmitiu ao Parlamento que se os deputados quisessem informações adicionais teriam de consultar o comunicado emitido aquando da sua demissão, conhecida na semana passada na sequência de uma notícia do jornal Expresso.
“Incumbe-nos o senhor presidente da COFAP de transmitir a indisponibilidade do dr. Vítor Bento para uma audição na COFAP. Para informações adicionais deverá ser consultado o comunicado emitido”, diz a informação enviada aos deputados que integram a comissão de Orçamento.
Os deputados do Bloco de Esquerda tinham também requerido a audição da ministra das Finanças e do governador do Banco de Portugal, para explicar a saída da equipa de gestão do Novo Banco, da qual faziam parte também José Honório e João Moreira Rato. Estas audições foram aprovadas e ainda estão a ser agendadas.
“Alegou-se divergências entre a administração que pretendia uma reestruturação sólida do Novo Banco e os objetivos políticos que pressionam para uma venda rápida da instituição. Perante esta situação, que mantém a turbulência do caso BES, e tendo em conta que o Novo Banco, detido pelo Fundo de Resolução, é uma entidade bancária capitalizada com dinheiros públicos, são necessárias mais explicações, assim como a clarificação dos objetivos do governo e do Banco de Portugal para o Novo Banco”, justificava o BE no pedido de audição da ministra das Finanças e do governador do Banco de Portugal.