Crise no GES

Tribunal do Luxemburgo rejeita processo de gestão controlada de empresas do GES

O Tribunal do Luxemburgo rejeitou os pedidos de gestão controlada do Espírito Santo Financial Group (ESFG) e da Espírito Santo Financière (ESFIL), empresas do Grupo Espírito Santo (GES).

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Tribunal do Luxemburgo rejeitou nesta sexta-feira os pedidos de gestão controlada do Espírito Santo Financial Group (ESFG) e da Espírito Santo Financière (ESFIL), empresas do Grupo Espírito Santo (GES), anunciou o tribunal.

A notícia foi avançada pela agência Lusa. A alternativa é um processo de insolvência, o que deverá implicar a venda de ativos no curto prazo com o objetivo de salvaguardar o valor possível para os credores.

“O tribunal do Luxemburgo, depois de receber os requerentes e o Ministério Público, e após a apresentação dos relatórios do juiz delegado e dos especialistas, rejeitou os pedidos de colocação sob gestão controlada, feitos pelo Espírito Santo Financial Group a 24 de julho de 2014 e pela Espírito Santo Financial (ESFIL) a 31 de julho de 2014”, disse ao Negócios porta-voz da administração judicial luxemburguesa.

Em comunicado enviado ao regulador do mercado português, a CMVM, o ESFG diz que a decisão se justifica, em especial, “à resolução aplicada pelo Banco de Portugal ao Banco Espírito Santo, resultando na criação do Novo Banco, e a apropriação e venda da participação d0 ESFG na Companhia de Seguros Tranquilidade”. “O tribunal concluiu que uma reestruturação do ESFG e da ESFIL era impossível e que uma gestão controlada não beneficiaria os credores numa liquidação ordeira dos ativos”, acrescenta a instituição.

O ESFG é a “holding” que agrupa os ativos financeiros do Grupo Espírito Santo (GES) e é, por sua vez, controlada pela “holding” Rio Forte. Concentra as participações da família Espírito Santo nos negócios de banca e de seguros, nomeadamente as participações no BES, na Tranquilidade e no suíço Banque Privée, entre outras, escreve o Diário Económico.

Detém 20% do BES (banco “mau”), o Banque Privée e os bancos da família no Dubai e no Panamá, entre outros ativos. Além da ESFG, o tribunal chumbou também o pedido de gestão controlada da participada Espírito Santo Financiére. Na próxima segunda-feira, a justiça luxemburguesa deverá decidir o futuro da Rio Forte, adianta o jornal.

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