Sete soldados ucranianos foram mortos este sábado durante um forte bombardeamento no sudeste do país, na véspera de eleições convocadas por separatistas, apoiadas pela Rússia, mas condenadas por Kiev e por governos ocidentais.

Nas últimas 24 horas “registou-se a morte de seis soldados e 10 feridos”, disse Volodymyr Polyovy, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional e Defesa.

Horas mais tarde, fontes oficiais, citadas pela AFP, anunciaram a morte de mais um soldado e outros seis ficaram feridos, devido aos bombardeamentos sobre a localidade de Grad.

Polyovy acusou as forças separatistas de “continuarem a violar o acordo de cessar-fogo”, assinado 05 de setembro numa tentativa de neutralizar uma crise que levou às piores tensões entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

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Houve um bombardeamento intenso das ruínas do aeroporto de Donetsk, que continua, em parte, nas mãos da Ucrânia, apesar de se encontrar em território maioritariamente controlado pelos separatistas, disseram as autoridades.

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, anunciou, entretanto, na sua página na rede social Facebook que 25 soldados que estavam prisioneiros dos separatistas tinham sido libertados, uma exigência do cessar-fogo de setembro.