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Os talibãs do Afeganistão condenaram esta quarta-feira o ataque de seis militantes à escola militar em Peshawar, no Paquistão, que provocou mais de 141 mortos, entre os quais mais de 132 crianças. O ataque foi feito por sete talibãs (que morreram no final da operação), mas o grupo no Afeganistão diz que matar crianças é contra o Islão.

Segundo relatos dos sobreviventes, os militantes disfarçados de militares mataram crianças a partir de 12 anos durante as oito horas de sequestro que se seguiram ao ataque inicial da fação talibã Tehreek-e-taliban do Paquistão. O ataque surge, segundo o grupo, em resposta a uma ofensiva militar na região.

“O Emirado Islâmico do Afeganistão sempre condenou a morte de crianças e de pessoas inocentes em qualquer cenário. A morte intencional de pessoas inocentes, mulheres e crianças vai contra os princípios do Islão e qualquer governo e movimento islâmico de aderir a este princípio fundamental”, defenderam, em comunicado citado pelo jornal Times of India, os talibãs afegãos.

No entanto, este grupo é muito próximo dos talibãs do Paquistão, com os dois a jurarem lealdade ao Mullah Omar, e apesar de frequentemente se distanciarem de ataques que provocam a morte de muitos civis, também lançam ataques dirigidos a civis.

Ainda na semana passada, os mesmos talibãs afegãos reclamaram a autoria de um atentado suicida no centro cultural francês de Cabul, no Afeganistão, que provocou a morte a uma pessoa e feriu outras 15.

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