Não há férias de ano novo para ninguém, enquanto a Rússia estiver numa crise económica. Não foram estas as palavras de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, mas a mensagem para os seus ministros foi essencialmente esta. Por tradição, existe um período de férias para o setor privado e público russo do dia um ao dia 12 de janeiro para celebrarem o Ano Novo – a principal época festiva no país, conta o jornal britânico Guardian.

Mas este ano, por causa da crise económica, todos os russos, incluindo os ministros, vão ter de fazer horas extra.

Numa mensagem à nação, durante o dia de Natal, Vladimir Putin anunciou que os seus ministros não deviam parar nesse período de férias. “Para o Governo, para as nossas empresas, não podemos suportar estas longas férias, pelo menos este ano – vocês sabem o que eu quero dizer”, afirmou o Presidente russo.

Por sua vez, Dmitry Medvedev, primeiro-ministro, disse aos ministros para se manterem em cima da crise económica, mesmo durante “os primeiros dias do ano”.

Devido a uma série de sanções económicas e à queda do preço do barril de petróleo, a economia russa entrou em recessão pela primeira vez em seis anos, escreve o jornal britânico.

A agência de notação Standard & Poor’s anunciou, esta semana, em comunicado que existe a probabilidade de 50%, nos próximos 90 dias, de cortar o “rating” da dívida da Rússia para o nível “lixo”. Para já, a Rússia vai ficar em vigilância negativa, devido à revisão em curso da “flexibilidade monetária e do impacto do enfraquecimento da economia no sistema financeiro”.

Se o “rating” for cortado, será a primeira vez numa década que a notação de Moscovo ficará na categoria lixo.