O Estado Islâmico estará a empregar as suas técnicas de guerrilha na Líbia e, à semelhança do que acontece na Síria e no Iraque, está a raptar estrangeiros possivelmente para pedir resgates. Num ataque ao campo petrolífero de al-Ghani, a 700 km de Tripoli, a organização terrorista terá feito nove reféns e decapitado nove líbios que faziam segurança no local.

Entre os reféns estão quatro filipinos, um austríaco, um checo, um ganense, um bangladeshiano e uma pessoa cuja nacionalidade ainda não foi confirmada.

A informação do ataque foi confirmada pela BBC junto de fontes do exército da Líbia e os governos das Filipinas e da Áustria já vieram confirmar que os seus cidadãos foram sequestrados. Estes estrangeiros trabalhavam neste campo petrolífero nos serviços de gestão da Value Added Oilfield Services (VAOS).

Apesar de haver relatos de decapitações dos guardas líbios, a VAOS insistiu que nenhum dos seus trabalhadores foi ferido ou magoado durante o ataque, embora afirme desconhecer o paradeiro dos estrangeiros desaparecidos.

Em 2011, em plena guerra civil, havia 200 portugueses a viver no país, sendo na sua grande maioria pessoas ligadas ao setor petrolífero.