O governo italiano anunciou esta sexta-feira que deteve 18 pessoas acusadas de colaborar com a al-Qaeda. Estes indivíduos estão acusados de planear um ataque ao Papa Bento XVI e ao governo do Paquistão.

Esta célula terrorista tinha cidadãos paquistaneses, que operavam na Sardenha desde 2005, disse o responsável pela investigação à NBC News. Aparentemente faziam-se passar por homens de negócios com atividades normais, mas estariam na verdade a financiar a al-Qaeda. Alguns destes elementos pertenciam alegadamente à equipa de guarda-costas de Osama bin Laden, referiu a Associated Press.

“Numa conversa que estava sob escuta, um deles… gabou-se de que Bin Laden o tinha mandado pessoalmente para a Itália”, disse o investigador Mario Carta, citado pela NBC News. “Nós acreditamos que eles estavam em contacto com pessoas que conheciam o paradeiro de Bin Laden, ao ponto de que tentavam saber por telefone informações sobre o seu estado de saúde, enquanto esteve escondido.”

O grupo planeou alegadamente um ataque ao Papa Bento XVI em 2010, enquanto este ainda estava no Vaticano, mas o ataque não foi concretizado, revelou a NBC News. Estão acusados de terem realizado ataques no Paquistão e de terem planeado ataques ao governo paquistanês. Os investigadores consideram que também estariam envolvidos no tráfico de pessoas a partir do norte de África.