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Mais de 50% das 21 mil pessoas que vivem nas ilhas Cook, no Pacífico, são obesas. É mesmo o país do mundo com maior percentagem de pessoas obesas segundo a Organização Mundial de Saúde, mas seguido de perto por mais oito países que também se localizam no Pacífico. A explicação, para além de uma predisposição genética para uma constituição mais robusta devido às viagens muito exigentes que a população indígena se viu obrigada a empreender durante vários séculos, está na atual dieta adotada e na falta de exercício.

Ilhas Cook, Palau, Nara, Samoa, Tonga, Niue, ilhas Marshall, Qatar, Kiribati e Tuvalu são os países do mundo com o maior número de obesos – as ilhas Cook não são um país soberano e mantêm ainda hoje um acordo de associação livre com a Nova Zelândia – e destes, apenas o Qatar não fica situado no Pacífico. A CNN escreve que o aumento da obesidade nestas ilhas se ficou a dever à mudança nas dietas destes povos nos últimos anos, trocando vegetais e peixe por comida processada e mais densa como arroz, farinhas, comida enlatada, carne processada e refrigerantes vindos de outros países.

Temo Waqanivalu, técnico do departamento para a Prevenção de Doenças Não Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde, relata que muitos dos nacionais destes países acabam por vender o peixe que apanham e com o dinheiro que recebem podem comprar várias refeições com menor qualidade, mas mais acessíveis. Outra alteração recente que pode explicar a incidência da obesidade é a falta de exercício físico. À CNN, Waqanivalu explicou que “grande parte da atividade física era feita em contexto de trabalho” e agora que o trabalho é mais sedentário, por exemplo em escritórios onde há menos atividade física.

A obesidade está muito ligada ao aumento da incidência da diabetes e das doenças cardíacas, doenças que têm vindo a sobrecarregar os já fracos sistemas de saúde destes países, devido ao acesso remoto já que, em muitos dos casos, os países são compostos por arquipélagos dispersos por centenas de quilómetros.

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