É uma verdadeira romaria a Moscovo. O Presidente chinês, Xi Jinping, e o número dois da Coreia do Norte, Kim Yong-nam, vão visitar no final desta semana a Rússia, onde vão assistir às comemorações do 70.º aniversário do final da II Guerra Mundial.

O final da II Guerra Mundial é celebrado em Moscovo a 9 de maio como o “Dia da vitória da Grande Guerra Patriótica”. Este ano, pela primeira vez, um destacamento da guarda de honra chinesa participará no tradicional desfile militar com que a Rússia assinala aquela efeméride.

A anunciada viagem de Xi Jinping, cuja primeira visita oficial como chefe de Estado foi, precisamente, à Rússia, fará a terceira visita a Moscovo no espaço de dois anos. Esta é já a sua terceira visita à Rússia no espaço de apenas dois anos – em fevereiro de 2014, na cidade russa de Sochi, XiJinping assistiu à abertura dos Jogos Olímpicos de inverno, tornando-se o primeiro Presidente chinês a participar numa cerimónia do género fora da China.

China e Rússia partilham uma fronteira com cerca 4.200 quilómetros de extensão. As duas economias são consideradas “complementares”, nomeadamente no domínio energético, e no plano político, devido às tensões com os governos ocidentais, Pequim e Moscovo estão também cada vez mais próximos.

Também Kim Yong-nam, ‘número dois’ do regime da Coreia do Norte e presidente da Assembleia Popular Suprema (parlamento) da Coreia do Norte, vai juntar-se às celebrações. A agência norte-coreana KCNA não especificou, porém, em que atividades em concreto Kim Yong-nam vai participar.

A Rússia sugeriu inicialmente que o líder norte-coreano iria assistir a 9 de maio ao desfile militar na Praça Vermelha. Contudo, na passada quinta-feira, o Kremlin anunciou que Kim Jong-un não iria visitar Moscovo devido a “assuntos internos norte-coreanos”.

Kim Yong-nam, que normalmente representa Pyongyang nas visitas oficiais, vai juntar-se aos 30 chefes de Estado e de Governo e a outros dignitários, como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que, segundo o Kremlin, vai participar no evento.

A Rússia, a par da China, é um dos poucos aliados da Coreia do Norte. Ambos opuseram-se ao apelo das Nações Unidas para que o regime fosse julgado pelo Tribunal Penal Internacional por causa do seu historial de violação aos direitos humanos.