A Administração dos Estados Unidos vai investigar se a polícia de Baltimore “recorre de forma habitual à força excessiva” nas suas operações, informou hoje o diário The Washington Post.

De acordo com fontes citadas pelo jornal, a procuradora-geral, Loretta Lynch, já tinha tomado a decisão de abrir uma investigação federal sobre aquela polícia local sobre as causas da morte de um jovem negro que ficou ferido quando se encontrava sob custódia policial e cujo caso gerou violentos protestos na semana passada.

O diário avança que o anúncio oficial da abertura da investigação poderá ser feito hoje.

Apesar de a informação publicada no jornal, Loretta Lynch, disse horas antes que o Departamento de Justiça não vai para já pronunciar-se se admite ou rejeita o pedido feito esta semana pelo município de Baltimore para que se investiguem “os modelos e práticas” da sua polícia local.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Esta semana a calma regressou à cidade de Baltimore, depois de violentos protestos registados após o funeral do jovem negro Freddy Gray, que morreu a 19 de abril, após ter passado uma semana em coma devido a uma grave lesão na coluna sofrida durante a sua detenção.

“Atualmente estamos no processo de considerar o pedido das autoridades municipais e dirigentes comunitários para investigar se o Departamento da Polícia de Baltimore incorre na prática de violações dos direitos civis. Tenho a intenção de tomar uma decisão nos próximos dias”, disse Lynch.

O seu antecessor, Eric Holder, levou a cabo uma investigação semelhante na polícia de Ferguson, onde um agente branco baleou mortalmente, em agosto do ano passado, o jovem negro Michael Brown, que estava desarmado e cuja morte desencadeou uma vaga de protestos.

Neste caso foi concluído que os agentes de Ferguson violavam de forma rotineira a Constituição ao deterem pessoas sem motivo aparente, e recorrerem ao uso da força excessiva contra elas ou à sua identificação obedecendo a preconceitos raciais.