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Conflito na Ucrânia

Chanceler alemã critica ausência de progressos na crise ucraniana

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou hoje a ausência de progressos na crise ucraniana, lamentando que "ainda não se tenha verificado um cessar-fogo", após um encontro em Moscovo com Vladimir Putin.

SERGEI ILNITSKY/EPA

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou hoje a ausência de progressos na crise ucraniana, lamentando que “ainda não se tenha verificado um cessar-fogo”, após um encontro em Moscovo com Vladimir Putin.

“Atualmente, continua sem existir um cessar-fogo na Ucrânia”, apesar da entrada em vigor oficial no final de fevereiro, na sequência dos acordos de Minsk-2, declarou Merkel, numa conferência de imprensa com o presidente russo, um dia depois das celebrações do 70.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, na capital russa, boicotadas pela maioria dos líderes ocidentais.

Estes acordos de paz para terminar o conflito sangrento entre Kiev e os separatistas pró-russos foram alcançados a 12 de fevereiro, na capital bielorrussa, no final de uma maratona diplomática entre o presidente russo, a chanceler alemã e os chefes de Estado francês e ucraniano, François Hollande e Petro Poroshenko.

No terreno, combates esporádicos verificam-se regularmente no leste da Ucrânia, onde o conflito armado já fez mais de 6.200 mortos, em pouco mais de um ano. “Todos os dias, recebemos relatórios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que explicam, de maneira objetiva, porque não é respeitado o cessar-fogo”, disse Merkel.

“Não podemos afirmar que uma parte respeita as condições do acordo (sobre o cessar-fogo) a 100% e que a outra não as respeita”, sublinhou. “É um processo muito complicado. Esperávamos que um cessar-fogo fosse observado. Mas infelizmente isso não aconteceu”, acrescentou a chanceler.

O conflito ucraniano deu origem à pior crise nas relações entre a Rússia e o Ocidente desde o fim da Guerra-Fria, com a UE e os Estados Unidos a acusarem Moscovo de apoiar militarmente os rebeldes pró-russos, apoio que as autoridades russas desmentem.

“Apesar de todas as dificuldades, o processo [de paz] lançado em Minsk avança (…) e a situação acalmou” na Ucrânia, considerou Putin. “Relativamente às queixas sobre o respeito, ou não, dos acordos de Minsk, elas surgem dos dois lados”, tanto da parte dos separatistas, como de Kiev, disse. “Estou convencido que só podemos garantir uma solução a longo prazo através de um diálogo direto” entre Kiev e os separatistas, acrescentou o presidente russo.

Putin garantiu que Moscovo fará “tudo o que é possível” para contribuir para uma solução do conflito. Mas o êxito de uma solução pacífica na Ucrânia “depende em grande parte das pessoas que têm todos os poderes, em primeiro lugar, as autoridades de Kiev”, sublinhou.

Angela Merkel chegou à capital russa no dia seguinte às comemorações do 70.º aniversário da vitória contra a Alemanha nazi, marcadas por uma imensa parada militar.

Apesar de as relações russo-alemães atravessarem atualmente um “período difícil (…) era importante, para mim, prestar homenagem – juntamente com o presidente Putin – aos mortos na Segunda Guerra Mundial”, sublinhou Merkel.

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