Os separatistas ucranianos e a Rússia aumentaram as suas capacidades militares no leste da Ucrânia permitindo-lhes “lançar novos ataques” a curto prazo, considerou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

“Observamos nas últimas semanas e meses um apoio contínuo da Rússia aos separatistas com armas pesadas, artilharia, sistemas sofisticados de defesa antiaérea e de treino”, assinalou Stoltenberg.

“Têm a capacidade para lançar novos ataques a muito curto prazo”, acrescentou durante uma conferência de imprensa. “É certo que ninguém pode dizer quais são as suas intenções”, precisou. Mas “é com grande inquietação que observamos este aumento sistemático”.

“Em simultâneo, registou-se um reforço russo ao longo da fronteira com a Rússia e a Ucrânia e no leste da Ucrânia, com o fluxo regular de equipamentos, de veículos, de artilharia, de munições”, prosseguiu Stoltenberg.

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“Apelamos à Rússia para retirar o seu apoio aos separatistas, numa violação dos acordos de Minsk”, assinados em fevereiro, e a “usar a sua influência sobre os separatistas para que respeitem os acordos de Minsk”, disse ainda o secretário-geral da Aliança.

Na semana passada, o secretário da Defesa norte-americano, Ashton Carter, afirmou que os separatistas que ocupam as regiões de Donetsk e Lugansk “se preparam para outra sequência de ações militares contrárias aos acordos de Minsk”.

Apesar de um cessar-fogo decretado em fevereiro, têm ocorrido combates esporádicos no leste da Ucrânia, onde o conflito armado provocou mais de 6.200 mortos desde abril de 2014. Segundo observadores no terreno, as trocas de tiros intensificaram-se desde há duas semanas.