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Vinho

Quem é o maior exportador de vinho? Olhe aqui para o lado

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Espanha ultrapassou Itália e conquistou um título invejável. Mas nem tudo são boas notícias para os nossos vizinhos.

AFP/Getty Images

As exportações de vinho espanhol têm crescido nos últimos anos, em particular desde a crise financeira de 2008 que assolou o país. No ano passado, as exportações subiram 22% para 2,3 mil milhões de litros. Resultado? O país vizinho de Portugal ultrapassou a Itália, nação que tinha o rótulo de maior exportador de vinho em volume do mundo, escreve o Financial Times. Ainda assim, Espanha está longe dos mercados italianos e franceses no que a preços médios de exportação diz respeito.

A mesma publicação dá conta que as receitas não têm acompanhado as exportações, com uma queda de 3% em 2014. Como se justifica esta relação desequilibrada? Mais uma vez os números ajudam a explicar a realidade do vino espanhol: 55% das exportações do país dizem respeito a vinho sem marca que acabou por ser engarrafado e comercializado (para não falar de, em alguns casos, novamente exportado) por empresas francesas ou de outros países do velho continente. 

Só muito recentemente é que os vinhos espanhóis começaram a causar uma boa impressão nos mercados estrangeiros. Sensivelmente no mesmo espaço de tempo, o país viu-se “inundado de vinho”, como descreve o FT. Para isso contribuiu a modernização das vinhas, o que ajudou a garantir boas colheitas, mas também o facto de o consumo local ter caído e de a crise de 2008 ter atingido o mercado de luxo do país. Mais, a União Europeia retirou os subsídios de destilação que tinham como objetivo tirar o vinho em excesso do mercado.

As condições ficaram assim reunidas para que os produtores procurassem exportar o vinho a todo o custo, o que levanta a seguinte questão: como podem os viticultores exportar sem ir à falência?

O jornal explica ainda que, entre 20 mil marcas de vinho e quatro mil produtores em Espanha, é difícil para um produtor destacar-se. O segredo poderá passar pela união das pequenas empresas, de modo a ganharem competitividade e a procurarem, em conjunto, mercados estrangeiros, tal como defendeu Jaume Llopis, professor da IESE Business School em Barcelona, ao Financial Times.

Talvez por isso, o objetivo do setor vinícola para o próximo ano passe por melhorar a imagem dos vinhos espanhóis no mundo, assegura a rtve.

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