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Estados Unidos da América

Morreu um médico americano que lançou campanha antivacinação. Suicídio ou algo mais?

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Jeff Bradstreet era pai de uma criança autista e pensava que o filho tinha ficado doente depois de ter sido vacinado aos 15 meses. Morte está a ser investigada pela polícia.

As campanhas antivacinação têm tido cada vez mais projeção mediática, mas a comunidade científica refuta as teorias apresentadas

Sean Gallup/Getty Images

O médico norte-americano Jeff Bradstreet, conhecido por ser um dos maiores ativistas antivacinas do mundo, foi encontrado morto num rio. As autoridades creem ter-se tratado de um suicídio, mas a família de Bradstreet e muitos dos apoiantes das suas ideias suspeitam que pode ter havido um crime.

O médico, que fazia investigação ao autismo, doença que acreditava estar intimamente ligada às atuais práticas de vacinação, ter-se-á suicidado a 19 de junho, depois de o seu consultório ser revistado por inspetores da Food and Drug Administration (FDA), a autoridade que regula o setor dos medicamentos nos Estados Unidos. O corpo do homem de 61 anos foi encontrado por um pescador num rio da Carolina do Norte. Bradstreet tinha um ferimento de bala no peito que parecia ter sido provocado pelo próprio. Ainda assim, a polícia afirmou que as investigações à morte do médico ainda não estavam terminadas.

Ao longo da sua vida e carreira, Jeff Bradstreet dedicou-se à investigação e tratamento do autismo, por vezes através de métodos considerados radicais pelos colegas. Além disso, estava convencido de que essa doença era causada por toxicidade do mercúrio, substância usada nas vacinas dadas às crianças. Esta teoria é rejeitada por grande parte da comunidade médica e científica mundial, mas são centenas as pessoas que, depois da morte de Bradstreet, têm partilhado histórias de curas e tratamentos que dizem ser sucessos atribuíveis a este médico.

Mal se soube da morte de Bradstreet, as teorias sobre o assunto invadiram muitos fóruns e blogues frequentados por apoiantes das teorias do norte-americano. “É isto que acontece quando se tenta denunciar a ligação entre as vacinas e o autismo. As grandes companhias farmacêuticas põem-te uma bala no peito”, lê-se num comentário de um blogue, replicando reações semelhantes de dezenas de outras pessoas.

Entretanto, um homem que diz ser o irmão de Jeff, Thomas Bradstreet, lançou uma campanha de crowdfunding para que se “encontrem as respostas às muitas perguntas” que pairam sobre o assunto. Até ao momento já foram angariados cerca de 20 mil dólares (cerca de 18 mil euros). Não é descrito na página o que se vai fazer ao dinheiro.

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