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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta segunda-feira por unanimidade uma resolução que subscreve o acordo sobre o programa nuclear iraniano com as maiores potências e que vai permitir levantar as sanções económicas internacionais impostas ao Irão.

Para que as sanções sejam retiradas, o Irão tem de cumprir na íntegra o acordo celebrado. Se isso acontecer, as sete recomendações adotadas desde 2006 que impõem sanções económicas ao regime de Teerão serão revogadas.

O acordo com as grandes potências prevê que as sanções sejam automaticamente recuperadas caso o Irão não cumpra a sua parte do acordo.

Entre os grandes pontos acordados está a reconversão de alguns reatores para fins exclusivamente civis, a redução do material que pode levar à criação de uma bomba nuclear e inspeções periódicas, com acesso total, dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica.

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As potências querem impedir que o Irão consiga construir uma bomba nuclear e construíram este acordo com base no princípio que as limitações fazem com que demore pelo menos um ano até que Teerão tenha capacidade para ter uma bomba nuclear, caso deixe de cumprir as condições do acordo.

Por sua vez, o regime de Teerão garante que o seu programa nuclear só tem fins civis, para produção de energia e nunca admitiu que tinha um programa de armamento a correr em paralelo.

Grande parte das reservas de plutónio e urânio, na compra das quais o Irão gastou milhares de milhões de dólares, têm de sair do Irão e passam a ser geridas por outro país.