Tem cerca de 50 anos, é dentista e pôs o mundo a falar nele depois de mandar matar Cecil, o leão mais querido do Zimbabué. À porta da clínica que detém no estado norte-americano do Minnesota, já houve várias manifestações de revolta, com papeis colados e peluches de animais selvagens. Entre as palavras escritas, lê-se “cobarde” ou “assassino” e sabe-se agora que já tinha sido condenado a um ano de liberdade condicional por ter matado um urso, conta o The New York Times.Quem é afinal Walter Palmer?

Palmer é um dentista que tem como hobby caçar leões, ursos, rinocerontes ou renas. E tem como hábito divulgar as fotos desses troféus na internet. O assassinato de Cecil trouxe-o para os holofotes da imprensa internacional. Sabe-se agora que Palmer avistou o leão dentro do parque natural, disparou uma flecha sobre ele e, juntamente com dois guias, atou um animal morto ao jipe onde seguiam, para que o leão seguisse o cheiro do animal. Cerca de 40 horas depois, encontraram-no, mataram-no e cortaram-lhe a cabeça antes de lhe retirarem a pele.

Em 2008, Walter Palmer teve de se sentar no banco dos réus de um tribunal nos Estados Unidos e foi considerado culpado por ter prestado declarações falsas às autoridades que defendem a vida selvagem. Em causa estava a localização do assassinato de um urso preto durante uma caça guiada no estado de Wisconsin. Na sentença, ficou escrito que o “réu deve ser autorizado a possuir equipamento de tiro com arco para efeitos desportivos legais”. Foi condenado a um ano de liberdade condicional.

A 6 de julho, terá pagado 50 mil dólares (45 mil euros) a Theo Bronkhorts, responsável do safari em que o caçador participou, o Bushman Safaris Zimbabwe, que o ajudou a caçar o leão, conta a revista francesa cultural Les Les Inrockuptibles.

Na página que Walter Palmer detém no Flickr é possível ver todos os troféus das suas caçadas. A casa de cinco quartos em que o dentista mora nos subúrbios de Minneapolis está valorizada em cerca de um milhão de dólares, escreve o The Telegraph, mas os vizinhos dizem que não são próximos do caçador.

Imoral, egoísta, perturbador, revolta ou vergonha são algumas das palavras que ecoam nos comentários dos vizinhos e nas frases que muitos cidadãos tem deixado nos comentários às páginas que o dentista tem na internet. Depois de a polémica ter surgido, Palmer reagiu, dizendo que “não fazia ideia que o leão era conhecido e um favorito local.”