A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou esta quarta-feira ter participado na terça-feira numa operação internacional contra fraude ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e criminalidade organizada, tendo realizado buscas e apreensões, assim como inquirido testemunhas.

No decorrer da operação “Troja”, coordenada pela Procuradoria Europeia, “os militares da Guarda deram cumprimento a dois mandados de busca domiciliária e executaram uma busca não domiciliária, tendo ainda procedido à inquirição de duas testemunhas”, indicou a guarda em comunicado.

As diligências da Unidade de Ação Fiscal (UAF) da GNR decorreram nos distritos do Porto e de Setúbal, tendo sido apreendidos três telemóveis, um computador e “prova digital recolhida de diversos sistemas informáticos”.

A operação internacional é “dirigida a uma organização criminosa suspeita de ter comercializado mais de um milhão de telemóveis usados como se fossem novos, através de um esquema que terá provocado prejuízos estimados em, pelo menos, 300 milhões de euros aos consumidores e perdas superiores a 30 milhões de euros em IVA em vários Estados-membros da União Europeia”.

Segundo o comunicado da GNR, mais de 160 buscas e apreensões foram realizadas em 19 países no âmbito da “Troja”, que mobilizou cerca de 1.770 elementos de forças policiais, autoridades fiscais e aduaneiras e levou à detenção de sete suspeitos na Áustria, Alemanha e Espanha, incluindo dois alegados responsáveis pela organização.