Várias explosões de grandes dimensões ocorreram esta quarta-feira na cidade portuária de Tianjin, no nordeste da China. De acordo com a agência France Presse (AFP), o número de mortos já subiu para 44. Há 500 pessoas feridas.

Testemunhas e imprensa deram conta de uma bola de fogo e de altas labaredas. Um jornalista da AFP no local observou vidro partido até três quilómetros de distância do local da explosão, enquanto nuvens de fumo podiam ser vistas sobre os edifícios seis horas depois da explosão.

De acordo com o jornal do Partido Comunista, People’s Daily, o acidente terá ocorrido por volta das 23h30 (16h30 em Lisboa) no distrito de Binhai, no porto Rui Hai, numa empresa que faz transportes de materiais perigosos. Segundo o mesmo jornal, a explosão aconteceu depois de uma carga de explosivos ter detonado numa zona industrial de Tianjin, fazendo chover detritos na cidade portuária.

Centenas de pessoas foram levadas para o hospital de Tianjin. A maioria foi transportada em ambulâncias, mas muitas chegaram sozinhas. Ao Beijing News, um médico de um outro hospital confirmou que o serviço de urgências também se encontra cheio. “O hospital não consegue contar quantos pacientes recebemos. São demasiados e muitos têm queimaduras graves”, disse ao jornal chinês.

No local estão dezenas de veículos de bombeiros. Pelo menos seis operacionais ficaram feridos e 11 estão desaparecidos. De acordo com a agência de notícias Xinhua, citada pela BBC, o incêndio já foi controlado, mas as imagens divulgadas pelo reported.ly mostram um cenário de grande destruição.

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Imagens divulgadas pela CCTV-America ilustram a violência do desastre. Duas das explosões, sentidas num raio de dez quilómetros, registaram uma magnitude de 2.3 e 2.9 na escola de Richter, segundo informações divulgadas pelo Centro Sismológico da China. Vários quarteirões estão sem eletricidade, refere o canal de televisão CCTV. Até ao momento, desconhecem-se as causas do acidente.

Tianjin, que se situa a 140 quilómetros a sudeste de Pequim, é uma das maiores cidades do país, com mais de 15 milhões de habitantes.