A bolsa de Xangai estava a negociar em alta a meio da sessão de hoje, “aguentando” a tendência registada na abertura, após dois dias consecutivos de pesadas perdas.

O Índice Composite de Xangai subia 23,79 pontos (0,80%), cotando-se nos 2,988.76 pontos, numa manhã volátil em que chegou a perder 3,85% e a valorizar até 1,24%. O principal indicador da bolsa de Shenzhen, a segunda praça financeira da China, recuava ligeiramente (4,02 pontos ou 0,23%), até aos 1,745.05 pontos.

Depois de ter “afundado” 8,49% — na maior queda em oito anos no volátil mercado de capitais da China — na “segunda-feira negra”, a bolsa de Xangai manteve a tendência de forte baixa, tendo encerrado a sessão de terça-feira a perder 7,63%. Hoje saiu do “vermelho” na abertura beneficiando das medidas anunciadas, esta terça-feira, pelo Banco Popular da China, depois do encerramento dos mercados.

O banco central chinês anunciou uma nova baixa das taxas de juro — pela quinta vez desde novembro último — reduzindo ainda mais os rácios das reservas obrigatórias dos bancos, num aparente esforço para conter a queda das bolsas da segunda maior economia mundial. A partir de hoje, a taxa de empréstimos a um ano e a taxa de depósitos a um ano vão diminuir em 25 pontos base, reduzindo-se para 4,60% e 1,75%, respetivamente, segundo divulgou a entidade financeira na sua página oficial na Internet.

Em paralelo, o banco central deu conta do corte em 50 pontos base do rácio das reservas mínimas obrigatórias impostas a determinadas instituições financeiras. Ainda no mesmo dia, o Banco Popular da China fez saber que injetou 150.000 milhões de yuan (cerca de 20,3 mil milhões de euros) para aumentar a liquidez do sistema financeiro do país.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Xinhua, o banco central justificou a necessidade da medida com a redução da liquidez no mercado causada pela desvalorização do yuan.

A instituição financeira tem feito várias injeções de liquidez nos últimos dois meses para garantir a estabilidade do sistema financeiro do país num período de turbulências devido à crise bolsista e após a recente desvalorização do yuan.