A última vez que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tinha entrado na Sala Oval para se dirigir à Nação foi em agosto de 2010 altura em que anunciou a retirada das tropas americanas do Iraque. Agora, 5 anos depois, Obama utilizou o mesmo local para  descrever o ataque em San Bernardino, no estado da Califórnia, que fez 14 mortos, como um “ato de terrorismo”, para reforçar também a necessidade de derrotar o Estado Islâmico e de limitar a venda de armas no país.

“Neste momento, não há qualquer indicação de que os atacantes foram dirigidos por um grupo terrorista a partir do estrangeiro”, afirmou Obama, para quem é, contudo, “claro” que o casal que perpetrou o ataque de quarta-feira “seguiu o caminho obscuro da radicalização”, “abraçando uma pervertida interpretação do Islão que apela à guerra contra a América e o Ocidente”, através de uma nova ameaça terrorista que alcançou uma nova fase onde se utiliza a Internet para “envenenar as mentes” de possíveis atacantes.

O Presidente americano pediu ao Congresso que limite a venda de armas a cidadãos identificados como potencialmente perigosos, de modo a proteger o país de atos como os acontecidos na Califórnia na última semana: “Eu sei que existem alguns que rejeitam todas as medidas sobre a segurança de armas. Mas o facto é que as nossas agências de inteligência e de aplicação da lei – não interessa quão eficazes são elas – não conseguem identificar todos os possíveis atiradores em massa, se esse indivíduo é motivado pelo ISIl (Estado Islâmico) ou por outra ideologia de ódio. O que podemos fazer, e devemos fazer, é tornar mais difícil que eles matem”.

Garantindo que o Estado Islâmico vai ser “destruído”, Obama reforçou no entanto que os EUA não devem ser arrastados mais uma vez para “uma longa e custosa guerra terrestre na Síria e Iraque”. Mas o presidente utilizou o discurso para descansar a população, admitindo que mesmo “depois de tanta guerra, muitos americanos perguntam se estamos confrontados com um cancro que não tem cura imediata”. No entanto, não tem dúvidas que “a ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la”.