O Canadá vai terminar os ataques aéreos dirigidos contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque a 22 de fevereiro e fazer regressar ao país os seis aviões de combate envolvidos nas operações, anunciou esta segunda-feira o Governo.

Em contrapartida, Otava pretende triplicar, para 210 homens, o número de forças especiais que treinam as milícias curdas no norte do Iraque, enquanto diversos aviões de reconhecimento e abastecimento continuarão envolvidos na coligação dirigida pelos Estados Unidos, informou o ministro da Defesa Hargit Sajjan durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro Justin Trudeau e outros responsáveis oficiais.

Em paralelo, o Governo canadiano pretende disponibilizar mil milhões de dólares canadianos (643 milhões de euros) em ajuda humanitária e para o desenvolvimento na região do Médio Oriente.

No decurso da campanha para as legislativas de outubro de 2015, Trudeau defendeu o fim dos ataques aéreos.

“O inimigo letal da barbárie não é o ódio, mas antes a razão. E as populações aterrorizadas diariamente pelo ISIL [acrónimo do EI] não necessitam da nossa vingança, necessitam da nossa ajuda”, considerou Turdeau no decurso da sua intervenção.

No entanto, uma sondagem recente indicou que cerca de dois terços dos canadianos apoiavam a missão de bombardeamentos, ou pretendiam que fosse alargada.