Faiçal Cheffou foi identificado como o terrorista do chapéu nos atentados de Bruxelas. O homem foi detido na sequência das investigações ao atentado ao aeroporto, mas a Polícia diz agora que não há provas concretas de que se tratava do mesmo homem e por isso decidiu libertá-lo.

A Polícia fez sair a informação de que Faiçal Cheffou, um jornalista independente que tinha sido identificado como o terrorista do chapéu, foi libertado pelo juiz de instrução por falta de provas.

Como tal, a Polícia Federal belga volta a pedir ajuda à população para identificar o homem que fugiu do aeroporto de Zaventem e deixou a mala com explosivos sem a detonar.

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O homem foi sujeito a interrogatório e foram feitas buscas à sua casa. Conta a Polícia que não foi encontrada nenhuma arma nem explosivos na casa de Cheffou.

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A pista sobre o jornalista foi assim uma pista falsa, acreditam as autoridades. O homem foi indicado como suspeito por estar pouco depois dos atentados no bairro de Molenbeek e por ter um comportamento estranho.

Acresce ainda que o horário de trabalho de Cheffou não bate certo com a timeline dos acontecimentos. Isto porque o dia de Cheffou começou às sete da manhã e os três homens terão sido transportados já depois das sete.

Há várias coincidências na investigação de Cheffou, desde relacionamentos ou telefonemas, até ao facto de este ter sido identificado pelo taxista. Mas nenhum forte o suficiente para o manter em prisão preventiva.

Fayçal Cheffou foi detido na passada quinta-feira na sequência de uma operação policial. A procuradoria federal belga já o tinha identificado como cabecilha de um comando terrorista. “No âmbito da investigação aberta no seguimento dos atentados ao aeroporto e à estação de metro de Bruxelas, o juiz de instrução emitiu esta sexta-feira um mandado de prisão contra Fayçal C. Foram feitas buscas na sua casa, nenhum explosivo foi encontrado”, disse em comunicado.

Todas as coincidências que envolviam este homem tinham de ser confirmadas. O juiz de instrução considerou que não havia provas suficientes para o manter em prisão preventiva.