Dois bombardeiros supersónicos B-1 da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoaram, esta terça-feira, a Coreia do Sul. A demonstração serviu para advertir a Coreia do Norte de que os dois países – Coreia do Sul e EUA – “estão preparados para responder” às ameaças à segurança na região.

A demonstração dos aviões aconteceu cinco dias depois do quinto e mais forte teste nuclear levado a cabo pelo regime de Pyongyang.

Ladeados por aviões de combate sul-coreanos e norte-americanos, os dois bombardeiros B-1 voaram perto da base de Osan, cerca de 50 quilómetros a sul de Seul, segundo um comunicado das Forças Armadas dos EUA e da Coreia do Sul.

Com o envio para a Coreia do Sul destes dois bombardeiros, que estavam na base norte-americana de Guam, no Pacífico, Washington e Seul querem deixar à Coreia do Norte a mensagem de que “estão preparados para responder a qualquer momento às ameaças à estabilidade e à segurança na região”, segundo o mesmo comunicado.

A demonstração de força é “apenas um exemplo das diversas capacidades militares desta sólida aliança”, segundo o general Vincent Brooks.

O general acrescenta que o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte na sexta-feira passada é “uma ameaça inaceitável” e sublinha o compromisso dos EUA na defesa dos seus aliados na região.

A Coreia do Norte levou a cabo na sexta-feira a sua quinta explosão atómica, a mais forte até à data e a segunda este ano. Segundo a televisão norte-coreana, a explosão permitiu testar com sucesso a instalação de uma ogiva nuclear num míssil balístico.

Os Estados Unidos da América têm uma aliança militar com a Coreia do Sul desde a Guerra da Coreia (1950-53) ao abrigo da qual se comprometem a defender o país aliado em caso de conflito com a Coreia do Norte.