Os responsáveis do Chapecoense estão a preparar um “velório coletivo” às vítimas do acidente de aviação que matou 71 pessoas no estádio Condá Arena, casa-mãe do clube que viajava para jogar a final da Taça Sul-Americana no país vizinho. Entre as vítimas mortais, cerca de duas dezenas pertenciam à delegação do clube de futebol brasileiro.

“A nossa ideia é fazer um velório coletivo aqui no nosso querido estádio… porque todas as pessoas querem dar apoio, dar um abraço”, disse o vice-presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, citado pela Reuters.

Na terça-feira, centenas de adeptos encheram o estádio vestidos de verde e branco (as cores do clube) para homenagear as vítimas da Associação Chapecoense, que se preparava para disputar a final da Copa Sul-Americana, em Medellín. Na cidade de Chapecó, as escolas vão estar de portas fechadas durante dois dias e o presidente da Câmara decretou um mês de luto.

O presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Gelson Dalla Costa, afirmou que os médicos do clube viajaram para a Colômbia para ajudar a fazer o reconhecimento dos cerca de 60 corpos que foram resgatados. Além dos jogadores do clube, estavam a bordo do avião cerca de duas dezenas de jornalistas.

Seis pessoas sobreviveram ao acidente que chocou o mundo do futebol na terça-feira: três eram jogadores da Associação Chapecoense, Follmann, Neto e Alan Ruschel; um era jornalista da Rádio Oeste Capital, Rafael Henzel; e dois eram tripulantes, Jimena Suárez e Erwin Tumiri. As últimas notícias davam conta de que tinha sido amputada uma perna ao guarda-redes suplente, Jackson Follmann, e que o lateral Alan Ruschel estava em estado considerado grave, tal como o defesa central Helio Hermito Zampier Neto.

Na origem da tragédia que abalou o Brasil, pode ter estado uma avaria técnica ou falta de combustível. A bordo do avião que caiu e se partiu em três, já perto do aeroporto José María Córdova, em Medellín, Colômbia, estavam 77 pessoas: 68 passageiros e nove tripulantes.