Na sexta-feira, a televisão pública iraniana divulgou imagens do lançamento de um novo tipo de míssil balístico que, de acordo com o Irão, seria capaz de alcançar Israel. Contudo, parece que o vídeo tem mais de sete meses. De acordo com dois oficiais das Forças Armadas norte-americanas, o míssil teria explodido pouco depois de ser lançado.

Donald Trump foi supersónico a responder – no Twitter, claro – e aproveitou a suposta notícia para criticar o Irão e voltar a denegrir o acordo nuclear entre os dois países.

Trump escreveu “o Irão acabou de testar um míssil balístico capaz de chegar a Israel. Eles também estão a trabalhar com a Coreia do Norte. Não temos grande acordo!” Esta declaração surgiu depois do discurso do presidente norte-americano nas Nações Unidas, em que apelidou o acordo de “embaraçoso” para os Estados Unidos.

Não podemos deixar um regime assassino continuar estas atividades desestabilizadoras enquanto constrói mísseis perigosos, e não podemos seguir um acordo se ele serve de cobertura para a eventual construção de um programa nuclear”, avisou Donald Trump.

Mais tarde, revelou aos jornalistas que já tomou uma decisão sobre o acordo, mas que ainda não queria dizer se ia manter ou não os Estados Unidos no compromisso. Em resposta direta, o presidente iraniano reafirmou que o programa nuclear do Irão é puramente defensivo. “Nós nunca ameaçamos ninguém, mas não toleramos ameaças de ninguém”, disse Hassan Rouhani. Dois dias depois, supostamente, regressou a Teerão onde presidiu à parada de lançamento do míssil – míssil esse que, sabe-se agora, já foi lançado em janeiro.

Na altura, o Irão falhou o lançamento desse míssil de médio alcance, que voou 600 metros antes de explodir. Agora que se sabe que a divulgação destas imagens não é mais nada do que fake news, Trump apagou o tweet e o Irão remeteu-se ao silêncio.