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O ministro Vieira da Silva já tinha sido avisado, há vários meses, das irregularidades nas contas da Raríssimas – denunciadas pela TVI na noite de sábado – e de várias demissões suspeitas.

Um dos ex-tesoureiros ouvidos na reportagem da TVI, Jorge Nunes, enviou uma primeira carta em agosto a pedir uma inspeção profunda à Raríssimas, mas não obteve resposta. Em setembro, Jorge Nunes viria a enviar mais duas cartas, também não obtendo uma reação do Ministério do Trabalho e Segurança Social, segundo a TVI.

Segundo a reportagem da TVI, a Raríssimas recebeu num ano 664 mil euros da Segurança Social e 148 mil euros do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Ao Observador, o ministério afirma que “dentro das suas competências”, vai “avaliar a situação e agir em conformidade, tendo sempre em conta, e em primeiro lugar, o superior interesse dos beneficiários desta instituição”.

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“Os acordos de cooperação, bem como outros apoios eventualmente atribuídos, são devidamente instruídos e analisados pelos serviços competentes da Segurança Social”, adiantou ainda o Ministério da Segurança Social. O ministério tutelado por José António Vieira da Silva refere ainda que os subsídios em questão são atribuídos no âmbito do Fundo de Socorro Social e têm “como base os valores previstos na lei e o número e modelo de utentes dessas respostas”.

Paula Brito Costa terá recorrido aos fundos da Raríssimas, associação que preside e que só em 2016 recebeu quase um milhão de euros do Estado. O dinheiro terá sido usado em benefício próprio, gasto em roupa de luxo e supermercado, além de usado em deslocações feitas num carro topo de gama, de casa para o trabalho, todos os dias.

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