A Casa Branca anunciou a expulsão de 48 diplomatas e 12 funcionários das Nações Unidas, por suspeitas de envolvimento russo no caso do envenenamento em Salisbury, no Reino Unido. Ao mesmo tempo, a Alemanha anunciou, também, a expulsão de quatro diplomatas ligados a Moscovo. Não foi o único país a fazê-lo: no total, são já 23 países a darem ordem de expulsão a membros do corpo diplomático russo, incluindo 16 da União Europeia.

A decisão em Washington foi tomada “em solidariedade com os nossos aliados mais próximos”, explicou fonte da Casa Branca a vários jornais, incluindo o The Washington Post. Ao expulsar os diplomatas, a administração Trump defendeu que muitos deles operam, na realidade, como funcionários dos serviços secretos russos. Estão nos EUA  espiões russos “em número inaceitavelmente elevado”, defende a Casa Branca, ao mesmo tempo que encerrou, também, o consulado da Rússia em Seattle, no noroeste dos EUA.

A lista completa dos países que ordenaram a expulsão de diplomatas russos:

  • Estados Unidos (60 diplomatas expulsos);
  • Reino Unido (23);
  • Ucrânia (13);
  • Canadá, Alemanha, Polónia e França (4 cada);
  • República Checa e Lituânia (3 cada);
  • Dinamarca, AlbâniaItália, Espanha e Holanda (2 cada);
  • Noruega, Letónia, Roménia, Croácia, Finlândia, Suécia, Estónia, Hungria e Macedónia (1 cada).

Além de Portugal, há outros dez Estados-membros da União Europeia que não anunciaram a expulsão de diplomatas russos: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Grécia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Eslováquia e Eslovénia.

A Rússia já anunciou que vai responder “de forma proporcional” a esta “provocação”.

A fonte da Casa Branca garante que a intenção é proteger a segurança nacional dos EUA e “castigar” a Rússia: o envenenamento “foi uma tentativa irresponsável por parte do governo para assassinar um cidadão britânico e a sua filha, em solo britânico, com um agente tóxico”. Washington não tem dúvidas de que o Kremlin esteve por trás deste envenenamento e defende, por isso, que a atitude “não pode ficar sem resposta”. Sergei Skripal e a filha estão vivos mas em situação crítica, no hospital.