Elétricos

Veja aqui o que os eléctricos evoluíram em 70 anos

Dois Nissan eléctricos, alimentados por bateria, mas separados por 30 anos. As diferenças em tecnologia impressionam, mas a evolução em tudo o resto também é notável. Compare aqui o Tama e o Leaf.

Dois veículos eléctricos com 70 anos de diferença. Enquanto a velocidade máxima aumentou de 35 para 144 km/h, a autonomia disparou de 65 para 400 km

Autor
  • Observador

Os veículos eléctricos, ao longo da sua já longa história, nunca surgiram porque eram melhores, mais velozes ou iam mais longe do que a concorrência a gasolina ou diesel. Sempre se tornaram opção por uma questão de necessidade. E um bom exemplo é este Tama, que foi concebido em 1947 num período em que o Japão, em pleno pós-guerra, lidava com escassez de combustíveis. Se avançarmos rapidamente 70 anos, em 2017 a mesma Nissan produz o Leaf, não porque faltem combustíveis fósseis, mas sim porque a sua queima em ritmo acelerado tornou o ar das grandes cidades quase irrespirável, a ponto de ser necessário encontrar uma forma de mobilidade que não polua enquanto se desloca.

Ao contrário do que se possa pensar, os carros eléctricos não são propriamente uma novidade, uma vez que andam por aí desde 1837, ou seja, 42 anos antes de Benz pôr a funcionar o seu Motorwagen. O Tama nasceu em 1947, produzido pela recém-formada Tokyo Electro Automobile Co. Tratava-se de um veículo comercial tipo pickup com dois lugares e uma capacidade de carga de 500 kg, um verdadeiro milagre para um motor eléctrico com apenas 4,5 cv.

O facto de o Japão atravessar um período difícil no pós-guerra, em que entre os inúmeros produtos em falta, o petróleo arriscava-se a estar na liderança, levou o país a procurar na electricidade uma alternativa aos combustíveis fósseis. Ao Tama comercial sucedeu-se uma versão de passageiros, com lugar para quatro, com a velocidade a subir para 35 km/h, com uma autonomia de 65 km, isto numa fase em que a empresa se fundia com a Prince Motors, que viria mais tarde (1966) a integrar a Nissan.

Comparado com o Tama, o novo Leaf, que surge 70 anos mais tarde, pertence a um novo mundo. Literalmente. Obviamente, o novo modelo usufrui de todas as melhorias que a indústria automóvel alcançou nas últimas décadas, em termos de espaço, conforto, qualidade e ergonomia, entre tantas outras. Mas concentremo-nos exclusivamente na sua capacidade como veículo eléctrico, e neste caso, a evolução é por demais evidente. Estando longe de ser o modelo mais potente do mercado, uma vez que o objectivo da Nissan é propô-lo por um preço acessível, o Leaf  usufrui de 150 cv, uma diferença brutal face aos 4,5 cv do seu antepassado, o que explica a facilidade com que atinge 144 km/h – valor que só não ultrapassa porque a isso está limitado para conservar energia –, uns pontos acima dos 35 km/h de outrora.

Também na autonomia a evolução impressiona, pois se a “relíquia” cumpria 65 km, entre cargas de bateria, o Leaf atinge cerca de 300 km num ciclo misto, mas aproxima-se dos 400 km se circular exclusivamente em cidade. De notar que as baterias do Tama ainda eram as tradicionais, muito provavelmente de chumbo e ácido, enquanto as do Leaf recorrem à tecnologia de iões de lítio, solução descoberta em 1980, apesar de este material ser conhecido desde o início do século XIX e ter sido imprescindível durante o boom das armas atómicas.

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