Espanha

PSOE recupera nas sondagens já com o governo de Pedro Sánchez

O Ciudadanos continua a ser o partido mais votado em Espanha, mas os socialistas recuperam nas preferências de voto, revela a primeira sondagem do El Español já com o governo de Sánchez em funções.

Pedro Sánchez lidera o PSOE e assumiu a chefia do novo governo após a queda do Executivo de Mariano Rajoy

Getty Images

A chegada de Pedro Sánchez à Moncloa para liderar o governo, após a queda do Executivo de Mariano Rajoy, parece já estar a influenciar as tendências de voto em Espanha. É pelo menos o que revela a primeira sondagem do jornal El Español na era Sánchez, segundo a qual o PSOE recuperou nas preferências dos eleitores ficando agora muito próximo do Ciudadanos (Cs) que, apesar de uma ligeira queda, continua a ser o partido favorito para ganhar as eleições.

De acordo com esta sondagem, a ascensão dos socialistas ao poder ajudou a recuperar o terreno perdido nos últimos tempos, colando-os agora ao meteórico Cs de Alberto Rivera: se as eleições fossem agora, estes ganhariam com 25,3% e assegurariam 98 lugares no parlamento. Já o PSOE conseguiria 94 deputados com 23,9% dos votos.

O PP, abalado pela crise política e a meio de uma luta interna por uma nova liderança, parece estar, para já, afastado do pelotão da frente: se fossem agora a votos, os populares conseguiriam menos de 20% dos votos e perderiam quase metade dos seus deputados, passando de 137 para 74. Ou seja, passaria de primeira para terceira força política em Espanha, cumprindo assim uma tendência de queda iniciada nas últimas eleições no país e acentuada com os recentes casos de corrupção envolvendo responsáveis políticos do PP, como por exemplo, o caso Gurtel. Neste cenário, um regresso do PP ao poder só parece possível coligado com o Cs.

Outra das novidades é também a entrada do VOX no parlamento com dois deputados e pouco mais de 2% dos votos, conclui a mesma sondagem. O Podemos de Pablo Iglesias sofre um ligeiro revés, ocupando a quarta posição, e conseguindo 57 assentos no parlamento. Entre os partidos independentistas, poucas alterações: metade dos deputados de PDeCAT para a ERC e uma ligeira subida do PNV.

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