Floresta

Plantação de eucalipto bateu recorde no último ano

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Avaliação do Instituto de Conservação da Natureza revela que, desde 2013, não se plantavam tantos eucaliptos em Portugal como em 2017. Espécie domina mais de 80% da floresta portuguesa.

PAULO CUNHA/LUSA

Já são a espécie que domina largamente a floresta portuguesa, mas o último ano registou um recorde: desde 2013 que não se plantavam tantos eucaliptos em Portugal. A conclusão foi identificada num relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) sobre ações de arborização e rearborização, citado pela TSF, De acordo com essa avaliação, foram plantados 18.497 hectares de eucaliptos, mais mil que em 2016 e bem mais que em 2014 e 2015.

Os números — que fazem do eucalipto a espécie dominante no país, com 86% das plantações de árvores — surpreendem ainda mais num ano em que a floresta foi fortemente atingida por incêndios. E são um absoluto recorde desde o ano em que a chamada “lei do eucalipto” contribuiu para simplificar as plantações desta espécie. Depois do eucalipto, destacam-se os pinheiros mansos (com apenas 3,9%, cerca de 825 hectares) e os sobreiros (com 1,9%, equivalente a 402 hectares).

De acordo com o mesmo relatório, entre 2014 e 2017, 69% das arborizações e rearborizações foram feitas com eucaliptos, num total de 61 mil hectares. Mas o último ano registou um acentuado aumento desta espécie, contrariando o que parecia ser uma tendência de redução  na sua plantação. Essa mesma conclusão é avançada pelo presidente da Associação de Promoção ao Investimento Florestal, Paulo Pimenta de Castro, citado pela TSF, segundo o qual as novas plantações (descontando as replantações) em 2017 até desceram um pouco no ano passado, numa descida que se acentuou no segundo semestre.

Ainda assim, o eucalipto representou cerca de 65% das novas plantações no último ano, alerta o responsável. Recorde-se que, em agosto do ano passado, o Parlamento aprovou uma lei, depois dos fogos de Pedrógão Grande, proibindo as novas plantações de eucaliptos em áreas onde estes não existiam, a partir de janeiro de 2018.

Agora que entramos em 2019...

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