Podem apenas ter passado poucos dias desde que Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump se encontraram pela primeira vez em Washington, mas a receção já anda nas bocas do mundo… Ou pelo menos uma parte dela: o aperto de mão entre os dois líderes, mais concretamente.

Pouco depois das 14h, o Presidente da República chegou à Casa Branca e foi recebido por Donald Trump, que já o aguardava (houve um pequeno atraso). Saiu do jipe preto onde viajava, esticou a mão e assim que ela tocou na do seu homólogo, puxou-o violentamente, quase desequilibrando o POTUS (President of The United States). O acontecimento, só por si, já foi caricato, mas ganhou ainda mais impacto por causa da fama que os apertos de mão de Trump já têm. A imprensa internacional, à semelhança da portuguesa, não tardou em isolar este episódio e atualmente já são muitos os jornais estrangeiros que o destacam.

https://observador.pt/videos/atualidade/como-marcelo-se-antecipou-a-trump-e-outros-apertos-de-mao-historicos/

“Trump manietado pelo presidente português em aperto-de-mão agressivo”, escreve o The Independent. Para os lados da Rússia, o Russia Today diz que o cumprimento de Marcelo foi um “aperto-de-mão à macho alfa” que fez com que o líder português batesse “Trump no seu próprio jogo”, o dos apertos-de-mão poderosos.

As ilhas britânicas também não deixaram o episódio passar ao lado, com o Express a descrever o episódio como sendo um “momento constrangedor” e o tabloide The Sun afirmou que Donald Trump provou do seu próprio veneno, com um “passou bem poderoso” dado pelo presidente Português.

No EUA também houve quem pegasse na história, mais concretamente a revista Newsweek, que questiona sobre se Trump terá, “finalmente”, encontrado um “rival à altura” no campeonato dos “passou bens”. Contudo, o título que leva o prémio de mais arrojado é o do site Mashable: “Portuguese president gives Trump the most Big Dick Energy handshake yet”, lê-se. Numa tradução livre para português, a manchete soa a algo como “Presidente português dá a Trump o ‘bacalhau’ energético mais bem aviado de sempre”.

Independentemente dos resultados deste encontro EUA/Portugal, a verdade é que este caricato episódio dificilmente será esquecido.